Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em novo cenário de 2º turno, aponta Quaest

Senador marca 42% contra 40% do presidente, mas resultado ainda indica empate técnico devido à margem de erro

Montagem feita pela Gazeta de S.Paulo que coloca Lula e Flávio Bolsonaro lado a lado

Pesquisa Quaest aponta ainda que a aprovação do governo Lula permanece em 43%/Lula Marques/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14/9). O levantamento mostra Flávio com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula.

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Apesar da vantagem de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. No levantamento anterior, divulgado na semana passada, os dois apareciam com 41%.

A pesquisa foi contratada pelo Globo e pela TV Globo e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.

Flávio avança entre independentes e no Sudeste

A vantagem numérica de Flávio aparece principalmente em alguns segmentos do eleitorado. Entre os chamados eleitores independentes, que não se identificam nem com a esquerda nem com o bolsonarismo, o senador registra 36%, contra 26% de Lula, uma diferença de dez pontos percentuais.

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No Sudeste, região mais populosa do país, Flávio também ampliou a vantagem sobre o presidente. O senador aparece 16 pontos à frente, enquanto na pesquisa anterior a diferença era de nove pontos.

A margem de erro nesse recorte regional é de três pontos percentuais. Por isso, embora o movimento indique crescimento de Flávio na região, as oscilações precisam ser analisadas dentro da margem de erro.

Entre as mulheres, Flávio também oscilou positivamente. Lula ainda lidera nesse grupo, mas a diferença caiu de seis para três pontos percentuais em uma semana.

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O levantamento foi realizado durante uma semana marcada pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF). As disputas internas na Corte ganharam espaço no noticiário e também foram exploradas pelas campanhas presidenciais.

Flávio, que é investigado no caso Master, direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes e buscou associá-lo ao governo Lula. O STF deve analisar a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes.

Lula lidera contra outros adversários

A Quaest também testou Lula em outros possíveis cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente aparece com 41%, enquanto o governador de Goiás registra 39%. Assim como no caso de Flávio, o resultado configura empate técnico.

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Na simulação contra Renan Santos (Missão), Lula também marca 41%, contra 38% do adversário. Já diante do escritor Augusto Cury (Avante), o presidente tem 38%, ante 36%.

O único cenário em que Lula aparece fora de um empate técnico é contra Romeu Zema (Novo). O petista registra 45%, enquanto o governador de Minas Gerais chega a 33%.

Migração de votos no segundo turno

A pesquisa também mostra como poderiam se comportar os eleitores de outros candidatos em uma eventual disputa entre Lula e Flávio.

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Entre os eleitores que afirmam votar em Renan Santos no primeiro turno, 50% dizem que escolheriam Flávio no segundo turno, enquanto 18% optariam por Lula.

No eleitorado de Augusto Cury, 41% migrariam para Flávio e 25% escolheriam o atual presidente.

Aprovação de Lula fica estável

A pesquisa Quaest aponta ainda que a aprovação do governo Lula permanece em 43%, mesmo número registrado no levantamento divulgado em 7 de setembro.

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Em relação à pesquisa de 2 de setembro, quando a aprovação estava em 45%, houve uma queda dentro da margem de erro. Em agosto, o índice era de 48%, quando a avaliação positiva ainda superava numericamente a negativa.

Pesquisa Quaest: 2.004 eleitores foram entrevistados entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.