Gilmar Mendes valida determinação do Governo Lula em aumentar o valor do Bolsa Família e diz que decisão não viola legislação eleitoral

Aprovação atende pedido da AGU (Advocacia-Geral da União)

Gilmar Mendes votou contra a prisão /Foto: Agência Brasil

Gilmar Mendes decidiu a favor do aumento do Bolsa família / Agência Brasil

O ministro do STF (superior Tribunal Federal) Gilmar Mendes validou nesta sexta-feira (18/9) a decisão do Governo Lula (PT) em aumentar o valor pago no Bolsa Família. Segundo o magistrado, a ação não viola a legislação eleitoral.

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Segundo Gilmar Mendes, o decreto do Governo Federal está dentro dos “termos do regime jurídico aplicável e em continuidade ao cumprimento da ordem injuncional”. Isso significa a decisão está de acordo com as regras que norteiam ajustes em benefícios sociais durante período eleitoral.

A validação ocorreu após um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) pelo reconhecimento de que o aumento de 15,04% do Bolsa Família é constitucional. Para o órgão, o aumento anunciado por Lula nessa quinta-feira (17/9) foi baseado na norma que determina a correção dos valores do programa em intervalos de até 24 meses, sem redução dos benefícios.

O que muda para quem recebe o Bolsa Família

Com a mudança, o valor mínimo pago pelo programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777.

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O reajuste representa uma atualização dos valores do programa, que não tinham sido corrigidos desde o relançamento do Bolsa Família, em 2023. Segundo o governo, a medida recompõe a inflação acumulada desde o início da atual gestão.

Novos valores do Bolsa Família

Além do piso de R$ 691, os valores dos benefícios adicionais também serão atualizados.

O valor pago por integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164 e a soma das parcelas recebidas por cada família deverá alcançar, no mínimo, o novo piso.

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O benefício adicional para crianças de até 6 anos passará de R$ 150 para R$ 173. Para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses, o valor subirá de R$ 50 para R$ 58.

Por causa desses adicionais, o valor efetivamente recebido por cada família pode ser superior ao piso de R$ 691.