O deputado federal Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não informou sua orientação sexual no registro de candidatura apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições deste ano. Na disputa de 2024, quando concorreu pela primeira vez a um cargo público, ele havia se declarado heterossexual.
O preenchimento desse campo é facultativo. De acordo com as regras do TSE, o candidato pode optar por divulgar ou não a informação sobre orientação sexual. Até o momento, entre as 8.229 candidaturas registradas, 3.640 (44,23%) optaram por não informar esse dado.
Entre os candidatos que decidiram preencher o campo, 4.398 se declararam heterossexuais, 69 bissexuais, 63 gays, 42 lésbicas, 11 pansexuais e seis assexuais. Segundo o TSE, não há, até o momento, casos de candidatos que tenham optado por divulgar a informação, mas deixado o campo em branco por erro.
Na ficha de Jair Renan, atualizada na quinta-feira (6/8), também consta que ele é homem cisgênero e solteiro.
Outro caso que chamou atenção no registro de candidaturas foi o do ex-jogador Luis Fabiano (MDB), candidato a deputado federal por São Paulo. O sistema do TSE o identifica como assexual, mas o partido informou que a informação foi inserida por engano e que solicitará a correção do registro.
