O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente na Justiça dos Estados nesta segunda-feira (5/1). Ele é acusado por narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse e conspiração para posse de armas e explosivo.
“Sou inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente”, declarou o líder sul-americano.
Ele e sua mulher, Cilia Flores, foram capturados por militares norte-americanos no último sábado (3/1) e levados a Nova York. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn.
O juiz responsável pelo caso marcou uma nova audiência para 17 de março, na qual Maduro e Cilia prestarão depoimento.
Com a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela. A decisão de mantê-la como substituta foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país sul-americano.
Segundo o texto da decisão, ela assume o cargo para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Petróleo
Após a ação militar deste sábado (3/12) que resultou na captura de Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas petrolíferas norte-americanas vão voltar a operar na Venezuela.
O país da América do Sul tem 17% das reservas mundiais de petróleo, as maiores do planeta, consideravelmente à frente da Arábia Saudita. Por outro lado, a produção venezuelana é considerada modesta, de 1 milhão de barris diários, por falta de tecnologia de ponta.



