Líder no Brasil: casos de mpox saltam para 83 em São Paulo

Com alta de 30% nas últimas semanas, território paulista concentra a maioria das infecções do País e acende alerta no início de 2026

Estado já registrou mais de 6 mil casos confirmados de Mpox desde 2022

Estado já registrou mais de 6 mil casos confirmados de Mpox desde 2022 | Katson Maliro/WHO

O estado de São Paulo chegou a 83 casos confirmados de Mpox em 2026. Os dados são do Painel Mpox, obtidos por meio do site do Ministério da Saúde.

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No Brasil, os número são ainda maiores, com 123 confirmações da doença registrada até o momento.

O levantamento leva em conta o recorte das dez primeiras semanas epidemiológicas — padrão internacional de contagem de tempo que vai de domingo a sábado  —, de 2026.

De acordo com reportagem da Gazeta do último dia 24 de fevereiro, os números em São Paulo estavam em 63 casos confirmados, um aumento de 30% em duas semanas no Estado.

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Retrospectiva e Histórico

O estado de São Paulo fechou o balanço de 2025 registrando 422 casos confirmados e um total de 1.943 notificações.

Desde que o vírus foi detectado pela primeira vez em território paulista, em 2022, o acumulado histórico aponta para 6.048 confirmações em meio a 26.498 notificações. 

Vale destacar que, apesar do volume de registros nesse intervalo de quatro anos, apenas três óbitos foram contabilizados em todo o estado.

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Entenda a Doença

Pertencente à mesma família da varíola, a Mpox tem como principal via de contágio o contato direto com as feridas, bolhas ou secreções respiratórias de quem está infectado.

Além disso, a transmissão pode ocorrer de forma indireta. O compartilhamento de objetos que tiveram contato recente com fluidos corporais ou material das lesões também representa um risco para a propagação do vírus.

Risco de Epidemia

Mesmo com a maior exposição do assunto nos veículos de comunicação e a curva ascendente de casos no início de 2026, não há motivo para pânico.

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Segundo especialista consultado pela Gazeta, o monitoramento preventivo é indispensável, mas a estrutura atual indica que o Brasil não corre risco de enfrentar uma epidemia.

Vacina

As vacinas utilizadas atualmente contra a mpox não foram desenvolvidas originalmente para a doença

A proteção ocorre por um mecanismo chamado reatividade cruzada, quando o sistema imunológico aprende a reconhecer vírus semelhantes.

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Atualmente, a principal vacina utilizada no País é a MVA-BN, comercializada como Jynneos ou Imvanex — nomes diferentes para o mesmo produto em diferentes regiões.

O imunizante é composto por uma versão enfraquecida de um vírus da família Orthopoxvirus, incapaz de causar a doença, mas suficiente para estimular resposta imunológica.

Esse esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de cerca de 28 dias. Estudos indicam eficácia de aproximadamente 85% na prevenção da infecção, além de reduzir a gravidade dos casos.