Neurologistas listam 4 hábitos que ajudam a reduzir o risco de AVC

Doença mata mais do que infarto, mas a maioria dos casos poderia ser evitada com hábitos mais saudáveis

AVC pode ser evitado por hábitos mais saudáveis

AVC pode ser evitado por hábitos mais saudáveis | Imagem: Hellerhoff/Wikimedia Commons

O acidente vascular cerebral (AVC) levou cerca de 85 mil vidas no Brasil em 2024, segundo dados da Sociedade Brasileira de AVC, com uma média de uma morte pela doença a cada seis minutos. Mas a ciência também aponta que boa parte dos casos de AVC poderiam ser evitados com hábitos mais saudáveis.

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Alguns hábitos, como fumar, podem ser grandes fatores de risco para a doença, mas outros, como gerenciar o estresse, são fatores de prevenção. Entenda o que fazer para evitar um derrame.

Controlar doenças de circulação

Outras doenças no sistema circulatório, como hipertensão, diabetes e colesterol alto são alguns dos mais importantes fatores de risco para AVC. Por isso, acompanhar e controlar essas três condições podem ser a chave para evitar ter um derrame.

Essas doenças enfraquecem as artérias e as tornam mais suscetíveis a se romper, causando um derrame. Consultas frequentes com médicos especialistas e seguir tratamentos à risca são essenciais para evitar problemas a longo prazo.

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“Quando tratamos corretamente hipertensão, diabetes e colesterol, diminuímos de forma expressiva o desgaste dos vasos cerebrais ao longo dos anos, evitando tanto o entupimento quanto o rompimento das artérias”, declarou o neurologista Bruno Diógenes para o portal Metrópoles.

Alimentação equilibrada

A alimentação é a grande chave para a saúde circulatória. Fazendo uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e outras fibras são úteis para diminuir o colesterol de baixa densidade, o colesterol “ruim”, se ligando com ele no intestino e depois sendo eliminados do corpo.

As fibras são úteis também para controlar o índice glicêmico, pois promove uma absorção mais lenta dos carboidratos, diminuindo picos de açúcar no sangue.

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Fazer exercícios físicos

Apenas 150 minutos de exercícios físicos toda semana já são suficientes para fortalecer o coração e a circulação em geral, além de controlar o peso e a pressão arterial, que também é fator de risco para AVC.

“O hábito de se exercitar regularmente contribui para prevenir doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e condições inflamatórias, além de melhorar a qualidade do sono”, explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola.

Controlar estresse

O estresse é o grande fator de risco de AVC mesmo entre a população mais jovem. Estresse crônico e noites mal dormidas levam ao aumento da pressão arterial e uma dificuldade de regulação hormonal.

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Além disso, o estresse, a ansiedade e a falta de sono dificultam as outras três mudanças de hábitos da lista. Portanto, cuidar da saúde mental, com profissionais como psicólogos e psiquiatras, é também essencial para prevenir AVC.

Importância da informação

Além de adotar hábitos saudáveis no dia a dia, buscar informação de qualidade é um passo importante para reduzir os riscos de AVC e reconhecer sinais de alerta precocemente.

Reportagens da Gazeta de São Paulo mostram quais são os principais sintomas do AVC e reforçam a importância do controle da pressão arterial, apontada como um dos maiores fatores de risco, tema abordado em conteúdos sobre hipertensão e prevenção do derrame.