O acidente vascular cerebral (AVC) levou cerca de 85 mil vidas no Brasil em 2024, segundo dados da Sociedade Brasileira de AVC, com uma média de uma morte pela doença a cada seis minutos. Mas a ciência também aponta que boa parte dos casos de AVC poderiam ser evitados com hábitos mais saudáveis.
Alguns hábitos, como fumar, podem ser grandes fatores de risco para a doença, mas outros, como gerenciar o estresse, são fatores de prevenção. Entenda o que fazer para evitar um derrame.
Controlar doenças de circulação
Outras doenças no sistema circulatório, como hipertensão, diabetes e colesterol alto são alguns dos mais importantes fatores de risco para AVC. Por isso, acompanhar e controlar essas três condições podem ser a chave para evitar ter um derrame.
Essas doenças enfraquecem as artérias e as tornam mais suscetíveis a se romper, causando um derrame. Consultas frequentes com médicos especialistas e seguir tratamentos à risca são essenciais para evitar problemas a longo prazo.
“Quando tratamos corretamente hipertensão, diabetes e colesterol, diminuímos de forma expressiva o desgaste dos vasos cerebrais ao longo dos anos, evitando tanto o entupimento quanto o rompimento das artérias”, declarou o neurologista Bruno Diógenes para o portal Metrópoles.
Alimentação equilibrada
A alimentação é a grande chave para a saúde circulatória. Fazendo uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e outras fibras são úteis para diminuir o colesterol de baixa densidade, o colesterol “ruim”, se ligando com ele no intestino e depois sendo eliminados do corpo.
As fibras são úteis também para controlar o índice glicêmico, pois promove uma absorção mais lenta dos carboidratos, diminuindo picos de açúcar no sangue.
Fazer exercícios físicos
Apenas 150 minutos de exercícios físicos toda semana já são suficientes para fortalecer o coração e a circulação em geral, além de controlar o peso e a pressão arterial, que também é fator de risco para AVC.
“O hábito de se exercitar regularmente contribui para prevenir doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e condições inflamatórias, além de melhorar a qualidade do sono”, explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola.
Controlar estresse
O estresse é o grande fator de risco de AVC mesmo entre a população mais jovem. Estresse crônico e noites mal dormidas levam ao aumento da pressão arterial e uma dificuldade de regulação hormonal.
Além disso, o estresse, a ansiedade e a falta de sono dificultam as outras três mudanças de hábitos da lista. Portanto, cuidar da saúde mental, com profissionais como psicólogos e psiquiatras, é também essencial para prevenir AVC.
Importância da informação
Além de adotar hábitos saudáveis no dia a dia, buscar informação de qualidade é um passo importante para reduzir os riscos de AVC e reconhecer sinais de alerta precocemente.
Reportagens da Gazeta de São Paulo mostram quais são os principais sintomas do AVC e reforçam a importância do controle da pressão arterial, apontada como um dos maiores fatores de risco, tema abordado em conteúdos sobre hipertensão e prevenção do derrame.





