Experiência vendida: tours pela Rocinha viralizam e geram debate nas redes

Passeios turísticos pela maior favela do País dividem opiniões ao prometer imersão cultural por preços elevados

Com mais de 70 mil habitantes, a comunidade se tornou um ponto de vistas na Cidade Maravilhosa

Com mais de 70 mil habitantes, a comunidade se tornou um ponto de vistas na Cidade Maravilhosa | Wikimedia Commons

A temporada de início de ano costuma ser marcada por viagens para os mais variados destinos. Conhecer novos lugares e ter vivências únicas são objetivos comuns aos viajantes. Porém, um ponto turístico no Brasil ganhou destaque nas redes por oferecer uma experiência, no mínimo, inusitada.

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A maior favela do País, a Rocinha, localizada no Rio de Janeiro, é um símbolo da realidade que milhões de brasileiros vivem em seu cotidiano. Por sua carga cultural, o complexo faz parte do roteiro de viagem de inúmeros turistas ao redor do mundo, com tours que guiam os visitantes pela comunidade.

Nessas visitas, é comum que os viajantes percorram as ruas e vielas da comunidade, com o objetivo de tornar o passeio mais imersivo na rotina da Rocinha. 

Mas o ponto turístico ganhou notoriedade recentemente pelos passeios incluírem a passagem por becos estreitos da favela — um verdadeiro pânico para pessoas que se incomodam com espaços apertados. A viralização do roteiro foi amplificada pelo fato de diversos destes serem oferecidos por mais de R$ 400 por pessoa.

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Experiência ou exploração?

Nas redes, vídeos e relatos do passeio dividiram opiniões. Enquanto alguns usuários defendem a proposta como uma forma de conhecer de perto a realidade local e valorizar a cultura da comunidade, outros criticam o caráter do tour que, além de cobrar um preço considerado alto, é apontado como uma transformação da vivência dos moradores em produto turístico.