Empresário envolvido em confronto de polícias morre em hospital

Ele é a segunda vítima fatal do tiroteio ocorrido entre polícias ocorrido naquele na sexta (19), durante uma negociação envolvendo R$ 14 milhões em cédulas falsas Por Folhapress De São Paulo

Morreu na manhã desta quinta-feira (25), em Juiz de Fora (MG), o empresário J. da S.L.J., em decorrência de disparos sofridos na última sexta (19) no estacionamento do próprio hospital onde estava internado.

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Ele é a segunda vítima fatal do tiroteio ocorrido entre polícias ocorrido naquele dia, durante uma negociação envolvendo R$ 14 milhões em cédulas falsas.

O hospital informou que a morte ocorreu no final da manhã em razão da gravidade dos ferimentos.
A Justiça, no último domingo, informava que estava entre a vida e a morte.

Ele era dono de empresa de segurança contratada por empresários paulistas para ir até Juiz de Fora. O objetivo era protegê-los de eventual ataque.

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ESCOLTA

Alvo da escolta, o doleiro F. de S.G. saiu de São Paulo em direção a Minas em um avião particular para realizar um “negócio milionário”. No voo, estava acompanhado de um delegado da polícia de SP, dos empresários R.U.J. e J. da S.L.J. e de seu advogado.

R.U.J., segundo a Justiça mineira, possui empresas na França, na Espanha e no Brasil. Já J. da S.L.J. seria dono de uma empresa de segurança em São Paulo.

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F. de S.G. prestou depoimento à Corregedoria da Polícia Civil na segunda-feira (22). Nele, negou que tivesse objetivo eleitoral, assim como também negou que tenha levado dólares para Minas para serem trocados por reais. Alegou que foi a Juiz de Fora para pegar um empréstimo.

“O declarante nega, de forma veemente, qualquer vinculação dos fatos aqui narrados com atividade político-partidária de qualquer espécie ou viés, refutando especialmente alegação sentido de caixa dois eleitoral”, diz trecho do depoimento do empresário, após questionado sobre isso.

Segundo a reportagem apurou, a cúpula da Segurança Pública não acredita nessa versão de empréstimo, tanto assim que classifica como criminoso ato praticado pelos nove policiais civis que participaram da escolta do empresário até lá. O empresário disse ainda que pagou R$ 30 mil pelo serviço de escolta, por temer ser alvo de eventual sequestro em Juiz de Fora.

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As apurações conduzidas pela polícia mineira indicam até agora que as malas de dinheiro seriam transportadas para São Paulo, mas só não foram porque, durante a negociação, os empresários paulistas desconfiaram de golpe – de que parte do dinheiro (notas de R$ 100) era falsa. Isso deu início à troca de tiros, já que policiais civis de Minas acompanhavam o empresário A.V..

Nesta terça (23), a Ouvidoria da Polícia encaminhou à Superintendência da Polícia Federal pedido para que a instituição acompanhe o caso por envolver policiais de dois estados e suspeitas de crimes graves, como homicídio, lavagem de dinheiro, prevaricação, estelionato e organização criminosa.

“Entendemos que, pela complexidade desta ocorrência, é fundamental o acompanhamento da Polícia Federa”, diz ofício assinado pelo ouvidor, Benedito Mariano.

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ENTENDA O CASO

Escolta: Nove policiais civis de São Paulo, entre eles dois delegados, foram contratados para escoltar três empresários paulistas durante negociação em Juiz de Fora (MG). Eles receberiam R$ 1.500 pelo serviço.

Negociação: Na sexta (19), em um hotel da cidade mineira, os empresários paulistas iniciaram uma negociação com o mineiro A.V.. A suspeita é que os paulistas tinham ido negociar dólares.

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Pagamento: Mais tarde, A.V., os empresários e quatro policiais paulistas foram até o estacionamento de um hospital, onde uma transação envolvendo R$ 14 milhões seria finalizada. Lá também estavam quatro policiais mineiros, que, suspeita-se, fariam a escolta dele.

Notas falsas: Segundo a investigação, os paulistas teriam descoberto que notas de real usadas no pagamento eram falsas. Isso teria dado início ao tiroteio

Feridos Três pessoas foram baleadas: o mineiro A.V., que já teve alta do hospital; o empresário paulista J. da S.L.J., que morreu no hospital na manhã de quinta-feira (25); e o policial mineiro R.F., que morreu no local.

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Retorno: Cinco dos nove policiais civis retornaram a São Paulo antes da ação que resultou no tiroteio. Eles não foram presos, mas estão sendo investigados, já que a transação de dinheiro era ilegal.

Presos: Foram presos os quatro policiais paulistas que estavam presentes no tiroteio e A.V.. O empresário J. da S.L.J., que morreu, estava internado sob custódia policial pelo homicídio do agente mineiro Francisco.

Investigados: O doleiro paulista F. da S.G. está em liberdade, mas não pode deixar o país. Os quatro policiais mineiros e o empresário paulista R.U.J. também são investigados.

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Apreensão: As malas com R$ 14 mi em dinheiro, que seriam de A.V., foram apreendidas pela polícia de MG. Não foram encontrados dólares.

QUEM ESTÁ PRESO

J.A.B. de M., investigador da Polícia Civil de SP, por lavagem de dinheiro;

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C.A.F.F. de L., investigador da Polícia Civil de SP, por lavagem de dinheiro;

B.M.M.A., delegado da Polícia Civil de SP, por lavagem de dinheiro;

R.C.S. da C., delegado da Polícia Civil de SP, por lavagem de dinheiro;

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A.V., empresário mineiro, por estelionato.