STF vive sua maior crise institucional da história: saiba quanto ganha cada um dos ministros e quem são eles

Suprema Corte é formada por 11 ministros, mas uma das vagas está desocupada

Foto Antonio Augusto, STF

STF é a principal Corte do Brasil / Antonio Augusto/STF

O STF (Superior Tribunal Federal), principal Corte do País, vive a sua maior crise institucional desde a sua criação, em fevereiro de 1891.

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O envolvimento de diversos ministros no caso Master, envolvendo o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dividiu o Supremo em diferentes grupos que julgam uns aos outros – e algumas vezes a si proprios – para uma possível solução da ação que ganhou repercussão em todo o Brasil.

Formado por 11 ministros, o STF atualmente está com uma das vagas em aberto após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em 2025. O governo do Presidente Lula (PT) tentou indicar Jorge Messias para substituílo, mas seu nome foi vetado pelo Senado.

Quem são os ministros do atual STF

  • Edson Fachin (Presidente)
  • Alexandre de Moraes (Vice-Presidente)
  • Gilmar Mendes (Decano)
  • Cármen Lúcia
  • Dias Toffoli
  • Luiz Fux
  • Nunes Marques
  • André Mendonça
  • Cristiano Zanin
  • Flávio Dino

Qual o salário de um ministro do STF?

O salário bruto mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal é de R$ 46.366,19, que está vigor desde 1º de fevereiro de 2025, após o reajuste escalonado de 18% aprovado pela Lei 14.520/2023.

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O valor serve como limite máximo (teto constitucional) para os salários do serviço público no Brasil.

É importante lembrar que montante final recebido pelos ministros varia por conta de descontos obrigatórios como Imposto de Renda e contribuição previdenciária.

Benefícios extras dos ministros

  • Férias de 60 dias: direito a 60 dias de férias por ano, com o adicional de 1/3 constitucional, podendo converter parte em dinheiro em casos específicos de necessidade do serviço.
  • Abono permanência: valor recebido por ministros que já preenchem os requisitos para se aposentar, mas optam por continuar trabalhando (equivalente ao valor da contribuição previdenciária).
  • Auxílio-moradia ou imóvel funcional: disponibilização de residência oficial em Brasília ou auxílio financeiro mensal para moradia para quem não ocupa o imóvel funcional.
  • Diárias de viagem: pagamento de diárias para cobrir despesas de hospedagem e alimentação em viagens oficiais, cujos valores diários superam R$ 1.500 para ministros.
  • Ajuda de custo: verba para custear despesas de mudança e transporte em caso de posse ou deslocamento definitivo previsto em lei.
  • Verbas indenizatórias (Penduricalhos): o STF determinou que a soma de verbas indenizatórias permitidas não pode ultrapassar o limite de 35% do subsídio dos ministros durante o regime de transição.

Como os ministros são escolhidos

Os ministros do Supremo Tribunal Federal são indicados pelo Presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado Federal.

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O passo a passo do processo de escolha envolve as seguintes etapas:

Requisitos básicos (Constituição Federal)

  • Nacionalidade: ser brasileiro nato.
  • Idade: ter mais de 35 e menos de 70 anos de idade.
  • Atributos: possuir notável saber jurídico e reputação ilibada.

Etapas da escolha:

  • Abertura da Vaga: ocorre por aposentadoria (compulsória aos 75 anos, ou voluntária), renúncia ou falecimento de um ministro.
  • Indicação do Presidente: o Presidente da República escolhe livremente um nome que atenda aos requisitos legais.
  • Arguição (Sabatina): o nome indicado é submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde os senadores fazem perguntas sobre sua trajetória e visões jurídicas.
  • Votação no Senado: após a arguição na CCJ, o nome vai para o Plenário do Senado. Para ser aprovado, o indicado precisa do voto favorável da maioria absoluta (ao menos 41 dos 81 senadores).
  • Nomeação e posse: com a aprovação do Senado, o Presidente da República formaliza a nomeação por decreto e o novo ministro toma posse em solenidade no próprio STF.