As prefeituras de Itapecerica da Serra e Embu das Artes, na região sudoeste da Grande São Paulo, já começaram a traçar estratégias para conseguir dar conta dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O atendimento ficou ainda mais caótico em todo o País após o governo de Cuba divulgar que deixará de fazer parte do programa Mais Médicos. Itapecerica e Embu contavam com 39 profissionais do programa que desde ontem já não atendiam mais.
Segundo o Ministério da Saúde cubano, as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O contrato com os profissionais iria até o dia 20 do próximo mês, porém foi encerrado antes do período pegando todas as administrações de surpresa.
A Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que dos “21 médicos que atuavam no programa, 19 são cubanos. A prefeitura estima que dez unidades da cidade podem ficar desfalcadas. Na manhã de hoje (21), não houve atendimento nas unidades que eram atendidas apenas por estes profissionais. Assim como outras cidades, Itapecerica foi apanhada de surpresa com a saída dos médicos e estuda estratégias para atender a demanda”.
Já a Prefeitura de Embu das Artes informou à Gazeta que “abrirá imediatamente a contratação emergencial de médicos para repor a perca do quadro clínico do município”.
Ainda segundo a prefeitura de Embu das Artes, “a administração aguarda paralelamente o processo seletivo do Ministério da Saúde para repor a perca dos médicos”.
Programa
O programa foi criado em 2013, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, para levar médicos a regiões distantes e periferias do país. A vinda dos médicos cubanos foi acertada por meio de convênio firmado entre os governos brasileiro e de Cuba, por meio da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), e que dispensava a validação do diploma dos profissionais. Na ocasião, o acordo foi questionado por entidades médicas brasileiras.