Três vereadores já gastaram R$ 596 mil em 2019; veja quem gastou mais

A Gazeta levantou quais são os vereadores de SP que mais gastam e quais são os mais econômicos neste ano Por Bruno Hoffmann De São Paulo

Os vereadores Camilo Cristófaro (PSB), Juliana Cardoso (PT) e Ricardo Teixeira (DEM) são os três que mais gastaram a verba de gabinete oferecida a todos os vereadores de São Paulo em 2019. De acordo com o relatório de despesas, disponível no Portal da Transparência da Câmara Municipal de São Paulo, cada vereador teve o direito de gastar R$ 198.975,04 de janeiro a agosto deste ano de verba de gabinete, uma média de R$ 24.871,88 por mês. Esses três vereadores usaram centavo a centavo do que foi oferecido, somando R$ 596 mil até agora. Esses gastos são legais e os vereadores apresentaram recibo de cada serviço utilizado, como determina a lei.

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Seguem a lista dos que mais gastaram os vereadores Eliseu Gabriel (PSB), com R$ 197.400,58, e Isac Félix (PL), com R$ 194.754,75. Por outro lado, os três vereadores mais econômicos no ano foram Celso Jatene (PL), que não registrou gastos, Fernando Holiday (DEM), R$ 8.483,83, e Janaina Lima (Novo), com R$ 9.800.

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O auxílio-encargo é um valor anual que cada um dos 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo têm direito para utilizar com serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras despesas, em um valor anual de R$ 298.462,56 para cada gabinete, em uma média mensal de R$ 24.871,88. Em caso de economia, os recursos não utilizados retornam aos cofres do município no encerramento de cada ano, de acordo com a assessoria de imprensa da Câmara.

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O MAIS ECONÔMICO

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Vereador que menos gastou neste ano na Câmara, Celso Jatene explicou em entrevista à Gazeta como é possível ter um mandato gastando nada da verba de gabinete – ou quase nada.

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“Não tenho o hábito de usar essa verba de custeio desde que ela foi criada. Já estou no quinto mandato e ela não faz falta na organização do mandato. Meu gabinete tem a estrutura própria, e precisa basicamente de papel e tinta de impressora. Isso eu mesmo pago, não tem necessidade de usar a verba de gabinete”, explicou.

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Segundo o vereador, neste ano, na verdade, ele usou pouco mais de R$ 2,5 mil da verba com os Correios para fazer prestação de contas do mandato ao seu mailing. Mas como o uso dos Correios é feito por meio de um contrato guarda-chuva (um tipo de contrato de serviços feito pela Câmara Municipal de São Paulo para trazer economia em alguns serviços), ainda não apareceu no relatório da Câmara.

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“Fora isso, nunca aluguei carro oficial, não vejo necessidade, uso só meu carro particular. Como uso meu próprio carro, eu mesmo ponho combustível. Eu também pago a conta do meu celular, não tem motivo para não pagar. Assessoria de comunicação externa não contrato, porque tenho minha equipe. Assessoria jurídica também não contrato. Eu tenho direito a um quadro de 18 funcionários, então eles podem fazer boa parte desses serviços internamente. E nem tenho 18 funcionários, tenho 15. É suficiente”.

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Sobre os vereadores que usam bastante o Auxílio-Encargos Gerais de Gabinete, Jatene preferiu não entrar em polêmica. “Cada um tem um formato de mandato. É legal, está à disposição, e é decisão do vereador usá-lo dentro do limite do que a lei permite. Eu não uso porque acho que não preciso. Agora, por que não preciso e os outros precisam não é para mim que você pergunta, é para eles”.

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OUTRO LADO

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A vereadora Juliana Cardoso, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que os gastos são legais e estão compatíveis com a atuação da vereadora.

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“Com relação às despesas, informamos que elas estão cumprindo rigorosamente a legislação. Informamos também que os gastos estão compatíveis com a intensa atuação do mandato da vereadora e da necessidade de prestar contas regularmente de suas atividades à população”. A assessoria da vereadora disse ainda que “sua atuação parlamentar não está restrita somente aos bairros da zona leste, da qual é originária, mas por várias regiões da cidade e, principalmente, em questões temáticas. Ela hoje integra a Comissão de Saúde, de Direitos Humanos e da Criança e Adolescente”. Já a assessoria do vereador Eliseu Gabriel afirmou que “o gasto somente reflete o intenso trabalho parlamentar que temos no gabinete, e a verba é rigorosamente utilizada dentro da lei e do interesse o interesse público”. Procuradas, as assessorias dos vereadores Camilo Cristófaro, Ricardo Teixeira e Isac Félix não deram um posicionamento até a publicação desta matéria.

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 Fonte: Portal da Transparência da Câmara Municipal de SP