O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19/8), após quase 10 meses de prisão. Investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Narco Bet, ele recebeu liberdade provisória concedida pela Justiça Federal na segunda-feira (17/8).
Buzeira saiu da unidade por volta das 12h20 e foi recebido por familiares, amigos e fãs que aguardavam do lado de fora. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a soltura após o cumprimento do alvará expedido pela Justiça Federal.
A saída do influenciador também foi acompanhada pelas redes sociais. Durante a espera, foram realizadas diversas lives para registrar o momento.
O advogado Jonas Reis informou que os procedimentos internos para a liberação já haviam sido concluídos e que faltava apenas a instalação e o teste da tornozeleira eletrônica, que foi levada de Presidente Prudente até Caiuá.
Buzeira terá de cumprir medidas cautelares
A decisão que permitiu a saída de Buzeira da prisão prevê o cumprimento de medidas cautelares. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), porém, não informou quais são todas as restrições determinadas pela Justiça.
Preso desde outubro de 2025, o influenciador passou por diferentes unidades prisionais durante o período. Em maio deste ano, ele foi transferido para o CDP de Caiuá. Antes disso, esteve no CDP IV de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, e na Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, na região de Sorocaba.
A defesa, formada pelos advogados Jonas Reis, Eugênio Carlo Balliano Malavasi e Lucas Gabriel Ruivo Ferreira, comemorou a decisão e afirmou que pretende apresentar os esclarecimentos necessários durante o andamento do processo.
Segundo os advogados, as acusações feitas pelo Ministério Público Federal serão discutidas no decorrer da ação penal, que tramita sob segredo de Justiça.
Nova denúncia contra o influenciador
Em junho, o Ministério Público Federal apresentou uma segunda denúncia contra Buzeira e outros quatro investigados na Operação Narco Bet. A acusação aponta a suposta existência de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de recursos.
De acordo com o MPF, o esquema teria utilizado empresas de apostas esportivas, operações internacionais, estruturas offshore e transações com criptomoedas para movimentar os valores.
Na denúncia apresentada à Justiça Federal de Santos, Buzeira é apontado como suposto financiador, controlador oculto e beneficiário econômico final das marcas de apostas BRXBET e RICOBET.
O Ministério Público Federal sustenta ainda que o influenciador teria participação nas decisões estratégicas e na administração das plataformas, apesar de não constar oficialmente como integrante do quadro societário das empresas.
A denúncia do MPF também cita outras ações penais envolvendo Buzeira, relacionadas a suspeitas de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.
