Cimed lança skincare coreano em investimento de R$ 80 milhões focado no varejo

Lançamento da marca Mili vem acompanhado de treinamento para balconistas e novo formato de lojas físicas inspirado no modelo asiático

A farmacêutica Cimed investiu R$ 80 milhões no lançamento de produtos para a pele importados da Coreia do Sul / Divulgação/Cimed

O grupo farmacêutico Cimed anunciou um investimento de R$ 80 milhões para introduzir no mercado nacional a Mili, sua primeira marca de produtos para cuidados com a pele produzida na Coreia do Sul. O projeto prevê a distribuição dos primeiros sete itens da linha em novembro, alcançando 10 mil farmácias até o fim do ano. Para garantir o sucesso das vendas, parte relevante do montante investido será destinada ao treinamento de equipes de atendimento e à criação de espaços de experimentação nos pontos de venda em todo o país.

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A estimativa é alcançar um faturamento inicial de até R$ 150 milhões já na primeira fase da operação. Para o CEO da Cimed, João Adibe acredita que o investimento pode seguir o mesmo sucesso do carmed, linha de sucesso da farmacêutica.

“Eu sonhei com o Carmed e realizei o Carmed. Agora, acredito que podemos criar uma nova comunidade. Queremos aproveitar esse aprendizado para mostrar como o cuidado com a pele pode fazer parte da vida das pessoas”, destacou para a revista Exame.

A transformação das farmácias no conceito de varejo de experiência

A estratégia da nova marca está ancorada no conceito de varejo de experiência observado nas grandes metrópoles da Coreia do Sul. Para apresentar essa tendência aos parceiros comerciais, a Cimed levou cerca de 250 executivos de redes farmacêuticas e supermercados para uma imersão em Seul.

A proposta é transformar as drogarias em locais de convivência e testes de produtos, mostrando que a loja física pode utilizar a tecnologia e a presença digital para atrair clientes e gerar fluxo presencial, sem perder espaço para o comércio eletrônico.

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“Nessas idas e vindas, começamos a ver o cosmético coreano saindo da Coreia e ganhando o mundo, não só o Brasil, mas os Estados Unidos e a Europa. Como já estávamos naquele mercado de estética, vimos uma oportunidade de nos antecipar”, destacou.

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Preços acessíveis e foco na demonstração técnica no balcão

Com produtos custando entre R$ 100 e R$ 200, a linha Mili aposta em demonstradores e atendimento consultivo no balcão das farmácias para ensinar o consumidor a utilizar a tecnologia dos exossomos e peptídeos.

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A empresa enxerga um grande potencial de expansão ao democratizar o acesso a cosméticos avançados. A meta da companhia é que a nova marca alcance um espaço próprio dentro dos estabelecimentos, garantindo visibilidade destacada nas prateleiras dos principais centros urbanos.

“O varejo coreano se transformou em um varejo de experiência. As marcas levam fluxo para as lojas por meio dos seus produtos e da experiência de consumo. Quando eu fiz isso, eu acendi a luz dos grandes players. Como foi o caso da RD Saúde, que já começou a aplicar esse formato em suas lojas”, afirma Adibe.

Diversificação para dobrar o tamanho da empresa até 2030

A entrada no setor de cosméticos de alta tecnologia faz parte do plano estratégico para comemorar os 50 anos da Cimed dobrando o faturamento do grupo. A diretoria da farmacêutica avalia que os medicamentos tradicionais possuem crescimento orgânico constante, mas são as novas frentes de consumo, como skincare, higiene e estética injetável que oferecem a margem necessária para uma expansão acelerada.

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A meta é fazer com que os produtos de beleza passem a responder por 20% das receitas da empresa até o final desta década.