Os criminosos que invadiram o imóvel usado como escritório político do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, deixaram R$ 19.261 em dinheiro sobre um sofá. O valor foi encontrado pela polícia após o furto, ocorrido na noite do último domingo (20/9).
Além do dinheiro, os policiais localizaram no endereço uma lista com nomes e valores, mas ainda não há informações sobre quem são as pessoas citadas ou a que se referem as quantias. Um gabinete de computador também foi encontrado no chão, aparentemente sem os componentes internos.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP) de Santo Amaro. A Polícia Civil investiga a invasão e tenta identificar os responsáveis.
Polícia encontra dinheiro e lista no imóvel
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais encontraram o dinheiro sobre um sofá quando chegaram ao imóvel. As cédulas foram apreendidas, assim como documentos localizados no endereço.
A lista com nomes e valores aparece em uma fotografia anexada ao inquérito. Até o momento, a investigação não esclareceu a origem do documento nem o significado das quantias registradas.
Na edícula, os agentes também encontraram um gabinete de computador jogado no chão. O equipamento aparentava estar sem os componentes internos.
O imóvel havia sido invadido por volta das 21h15. Uma vizinha acionou a Polícia Militar após ouvir o barulho do portão sendo forçado. Imagens de câmeras de segurança da região registraram a movimentação dos suspeitos.
HD com imagens de segurança foi levado
Entre os itens levados pelos criminosos está o HD que armazenava as imagens das câmeras de segurança do imóvel. O equipamento pode ser relevante para a investigação sobre a própria invasão.
Segundo relatos de moradores, pelo menos três pessoas participaram da ação e permaneceram no endereço por menos de 15 minutos. Um carro também foi visto deixando o imóvel durante a noite.
A casa está registrada em nome da empresa Lesimo Sondagens Projetos e Construções Ltda., ligada a Milton Leite e ao filho dele, o deputado estadual Milton Leite Filho, conforme registros da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp). Um advogado que representa a empresa acompanhou as apreensões feitas no local.
Fontes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil confirmaram ao portal g1 nesta segunda-feira (21/9) que o imóvel não foi alvo de buscas da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na semana passada.
Segundo integrantes dos dois órgãos que participaram da operação, o endereço não estava catalogado pelas equipes de inteligência que auxiliaram a investigação.
Por esse motivo, não houve busca e apreensão no imóvel durante a operação, que cumpriu mandados contra suspeitos de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo. A Justiça também expediu 16 mandados de prisão temporária.
A perícia foi acionada, e a Polícia Civil realiza diligências para reunir imagens e outras informações que possam ajudar a identificar os envolvidos.
Milton Leite está preso temporariamente em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele nega as acusações e afirmou ser inocente.
