O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10) e substituiu a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” por “líder do Brasil”. Ao menos quatro versões do documento circularam nas redes sociais, sendo as duas primeiras divulgadas por aliados do parlamentar, que foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
As primeiras versões apresentavam Flávio como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e tinham diferenças no brasão utilizado. Uma delas trazia um símbolo antigo com a inscrição “Brazil”. Posteriormente, o senador publicou o documento em sua própria conta no X, inicialmente mantendo a expressão e, em seguida, republicando o texto com a alteração para “líder do Brasil”.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷 28.10.26 https://t.co/QqOGZuF8G0
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 28, 2026
Na carta mais recente, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e volta a questionar o resultado da eleição, alegando fraude sem apresentar provas. O senador também critica o Supremo Tribunal Federal (STF), agradece ao presidente americano, Donald Trump, pela entrada de sua família no país e acusa autoridades brasileiras de perseguição política.
O senador perdeu as eleições presidenciais Lula no último domingo (25/10), no segundo turno. O petista recebeu 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% dos votos de Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio chega a Miami após deixar o Brasil
Flávio chegou a Miami nesta quarta-feira, após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e seguir de avião, com escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse seus passaportes às autoridades no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. Flávio nega irregularidades.
Na carta, o senador também afirma que pretende se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição. Ele cita o senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem apoia para a presidência do Senado, e diz que assumirá do exterior as manifestações que, segundo ele, aliados no Brasil não teriam liberdade para fazer.
