Uma mansão com heliponto, campo de futebol, piscina e aproximadamente 3 mil metros quadrados de área construída tornou-se alvo de uma decisão judicial no Rio de Janeiro. A propriedade pertence ao humorista Renato Aragão, o eterno Didi, de 91 anos, e já foi anunciada à venda por R$ 18 milhões.
Na terça-feira (27/10), a Justiça fluminense determinou a expedição de um mandado de penhora e avaliação do imóvel devido a uma dívida de aproximadamente R$ 676 mil em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), referente aos anos de 2021, 2022 e 2023.
Localizada no Pontal Oceânico, no Recreio dos Bandeirantes, a residência reúne ambientes amplos e uma estrutura de lazer que se espalha por um terreno de aproximadamente 48 hectares.
Como é a mansão de Didi
A propriedade impressiona pelas dimensões. São cerca de 480 mil metros quadrados de terreno, com extensas áreas verdes, jardins planejados e uma residência de dois pavimentos.
No primeiro andar, uma sala de estar com mais de 100 metros quadrados é um dos destaques. O espaço também reúne sala de jantar, biblioteca, dois escritórios, sala de costura, chapelaria, bar e adega.
A área ainda conta com cozinha equipada com armários planejados, três lavabos, lavanderia e quatro dependências completas.
No andar superior ficam quatro suítes, incluindo a principal, que possui closet e um amplo banheiro com banheira de hidromassagem.
Na parte externa, os ambientes de lazer ocupam boa parte do terreno. A mansão possui piscina, churrasqueira, salão de festas, salão de jogos, quadra de tênis, campo de futebol e quadra poliesportiva.
Um dos diferenciais é o heliponto particular. A propriedade também dispõe de guarita de controle de acesso, garagem com dez vagas e um pomar cercado por jardins.
Propriedade estava à venda
A mansão foi colocada no mercado imobiliário em maio de 2023, com anúncio de R$ 18 milhões.
Segundo as informações divulgadas na época, o IPTU anual da propriedade era de aproximadamente R$ 40 mil.
A residência já havia sido assunto de uma publicação sobre suas instalações, incluindo o heliponto e as áreas de lazer.
Apesar das tentativas de negociação, o imóvel passou a enfrentar problemas relacionados à cobrança de tributos municipais.
Dívida começou a ser cobrada
A disputa judicial teve início em dezembro de 2025, quando a Prefeitura do Rio de Janeiro ajuizou uma ação de execução fiscal para cobrar R$ 548.283,69 em IPTU atrasado.
O valor correspondia a débitos dos exercícios de 2021, 2022 e 2023.
Em janeiro de 2026, a Justiça determinou a citação de Renato Aragão para que o pagamento fosse realizado em cinco dias.
Posteriormente, em abril, a prefeitura solicitou novas medidas para garantir a cobrança, incluindo a possibilidade de um oficial de Justiça localizar pessoalmente o humorista.
Com o andamento do processo, o montante informado chegou a aproximadamente R$ 676 mil.
Justiça determina penhora
A nova decisão foi assinada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital.
A magistrada determinou que um oficial de Justiça compareça ao imóvel para realizar a penhora e sua avaliação, após o processo registrar que o artista havia sido citado, mas não efetuara o pagamento.
A decisão também prevê a intimação de sua esposa, Lilian Taranto, e estabelece Renato Aragão como depositário da mansão.
Isso significa que ele permanece responsável pela conservação da propriedade enquanto o processo segue em andamento.
O humorista terá 30 dias, após a intimação, para apresentar embargos à execução, mecanismo jurídico que permite contestar a cobrança.
Mansão pode ir a leilão?
Apesar da ordem de penhora, a mansão de Renato Aragão não foi automaticamente perdida nem colocada em leilão.
A determinação judicial representa uma etapa da cobrança fiscal, que ainda pode ter novos desdobramentos antes de uma eventual venda do bem.
Segundo a revista Veja Rio, a assessoria do humorista informou que o débito será quitado.
Por enquanto, a propriedade conhecida pelos espaços de lazer e pela estrutura de alto padrão permanece vinculada ao processo de cobrança do IPTU, enquanto a Justiça acompanha as medidas necessárias para o pagamento da dívida.







