Ministério Público do Rio vai investigar possível irregularidade em live de Bolsonaro

De acordo com o órgão, o presidente fez propaganda eleitoral a favor de vários candidatos, incluindo políticos de municípios fluminenses

Presidente escreveu que a suspensão dos testes representava uma vitória a ele; mais tarde, foi anunciado que voluntário se suicidou

Bolsonaro: "Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos. Todos nós vamos morrer um dia" | Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Neste sábado, o Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro informou que vai apurar uma possível conduta eleitoral ilícita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante transmissão ao vivo na última quinta-feira (5) em suas redes sociais.

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De acordo com o órgão, o presidente fez propaganda eleitoral a favor de vários candidatos, incluindo políticos de municípios fluminenses. Os promotores iniciaram a investigação após um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral.

A procuradora regional eleitoral Silvana Batini encaminhou ofício ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias Eleitorais/RJ solicitando que seja apurada a prática de ilícitos eleitorais pelo presidente, em atuação dos promotores em combate á propaganda irregular e abuso no uso dos meios de comunicação.

No vídeo, Bolsonaro pediu voto para dez candidatos a vereador, como seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos), no Rio de Janeiro. “Dispensa comentários. É um dos responsáveis pela minha eleição a presidente. Em consequência disso, é terrivelmente perseguido pela mídia. Obrigado a quem atender o pedido da gente aí”, afirmou.

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Outra candidata a vereadora lembrada por Bolsonaro foi a ex-funcionária-fantasma Wal do Açaí, em Angra dos Reis. “Wal Bolsonaro, ainda botou o Bolsonaro! Valeu, Wal, vou te adotar ainda”, disse o presidente na gravação. “Se alguém puder votar na Wal em Angra, agradeço”.

Bolsonaro também pediu por votos por mais oito candidatos em São Paulo, Belo Horizonte, Boa Vista, Fortaleza, Teresina e Aracaju. Ainda fez campanha para o Senado do Mato Grosso e para outros sete candidatos a prefeitos, entre eles Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, e Celso Russomano (Republicanos), em São Paulo.