Manicure perde R$ 1,2 milhão após cair em golpe de falso investimento e pegar dinheiro emprestado

Vítima chegou a pedir dinheiro emprestado a familiares e pessoas próximas para realizar os 'investimentos'

Novo recurso permite que turistas chineses façam compras em reais via Pix no Brasil. Reprodução/Freepik

Manicure começou a fazer aportes em julho de 2025, inicialmente com valores menores/Reprodução/Freepik

Uma manicure de 44 anos, moradora da zona leste de São Paulo, perdeu cerca de R$ 1,2 milhão após ser enganada por um golpe de falso investimento. Os criminosos se apresentaram como supostos especialistas, usando os nomes de “Dr. Jesus” e “Dr. Epaminondas”, e convenceram a vítima a transferir as economias de uma vida inteira para uma falsa corretora.

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Sem experiência no mercado financeiro, a mulher conheceu a suposta plataforma de investimentos por meio de uma rede social. A empresa apresentada pelos golpistas usava o nome ModMount, que seria uma falsa corretora offshore no Chipre, na Europa.

A manicure começou a fazer aportes em julho de 2025, inicialmente com valores menores. Como conseguiu realizar alguns resgates, passou a confiar na plataforma e aumentou gradualmente as quantias transferidas a partir de setembro.

O esquema ganhou proporções maiores quando ela tentou retirar uma quantia mais alta. Segundo o relato da vítima, os criminosos afirmaram que seria necessário fazer novos pagamentos para liberar o dinheiro. Na esperança de recuperar os valores já aplicados, ela continuou transferindo recursos até acumular um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão.

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Vítima pegou empréstimos para continuar investindo

Para conseguir manter os aportes, a manicure chegou a pedir dinheiro emprestado a familiares e pessoas próximas. Entre os valores utilizados no suposto investimento estão:

  • R$ 630 mil emprestados pelo irmão;
  • R$ 70 mil cedidos pela chefe;
  • R$ 140 mil emprestados pelo chefe do marido;
  • R$ 60 mil que estavam na conta dela e do marido.

Segundo os advogados da vítima, os criminosos mantinham uma estrutura que aparentava ser profissional, com atendentes, plataforma digital e um painel que simulava o crescimento dos investimentos.

Depois que os valores eram recebidos, os recursos teriam sido distribuídos entre diferentes contas e posteriormente convertidos em criptomoedas.

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O advogado Danilo Pardi, que representa a manicure, afirma que o esquema foi construído para estabelecer uma relação de confiança antes de aumentar as exigências financeiras.

A vítima chegou a pedir ajuda aos supostos atendentes durante as conversas. Em uma das mensagens, afirmou que não tinha condições psicológicas para enfrentar a situação novamente. Em outra, pediu auxílio a “Dr. Jesus” e relatou que não poderia perder o dinheiro utilizado para proteger o patrimônio da família.

Em determinado momento, o criminoso que usava o nome de “Dr. Jesus” teria exigido R$ 132 mil para supostamente “manter a cobertura da conta”. O valor seria apresentado como uma espécie de taxa de câmbio cobrada por um banco.

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Polícia Civil investiga golpe milionário

Depois de perder o dinheiro, a manicure registrou um boletim de ocorrência em 20 de julho. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como suspeita de estelionato pelo 21º Distrito Policial (Vila Matilde).