O prefeito Ricardo Nunes (MDB) inaugurou na manhã desta quinta-feira (30/1) uma ciclopassarela para ligar os bairros de Pinheiros e do Butantã, na zona oeste de São Paulo.
Segundo a gestão municipal, a estrutura vai garantir uma “travessia segura e eficiente” para ciclistas e pedestres sobre o rio Pinheiros, os trilhos do trem e as avenidas Marginais.
Com quase 635 metros de extensão, oito de altura e sete de largura, a novidade atravessa o rio Pinheiros, os trilhos do trem e as avenidas Marginais entre as pontes Eusébio Matoso e Bernardo Goldfarb. A expectativa é de uso de 166 mil pessoas por dia.
A estrutura também se conecta à ciclovia da Marginal Pinheiros e à rede cicloviária dos dois bairros.
“Temos muitas coisas para fazer com relação à questão da mobilidade para os ciclistas, mas iniciamos o primeiro mês do ano dando um grande passo com essa grande obra, uma obra importante”, disse Nunes durante o evento.
As obras foram iniciadas em dezembro de 2023 e custaram R$ 46 milhões. Hoje, a cidade A cidade tem uma malha cicloviária com 755 quilômetros de extensão.
Homenagem a cicloativista
A ligação recebeu o nome de ciclopassarela Jornalista Erika Sallum, em homenagem à cicloativista paulistana que ganhou reconhecimento internacional. Ela morreu em 2021 em decorrência de um câncer.
O companheiro de Erika, o fotógrafo Caio Guatelli, participou da cerimônia nesta quinta.
“Essa obra foi projetada há muitos anos, há décadas, e se não fossem os cicloativistas, as forças populares e toda a movimentação social que, por fim, teve o apoio dessa prefeitura, a gente não teria a possibilidade de cruzar esse rio com segurança”, afirmou.
Privatização
A Câmara de São Paulo aprovou de forma definitiva em dezembro do ano passado a proposta que prevê a privatização de ciclovias, ciclofaixas e centros esportivos, além de outros equipamentos públicos da cidade.
Ainda não há detalhes sobre como essas privatizações serão implementadas.
