Presa pelo ICE após aborto espontâneo e crise de saúde mental, brasileira é libertada por juiz nos Estados Unidos após quatro dias

Entenda o caso em Massachusetts, os relatos apresentados à Justiça e o futuro do processo migratório da brasileira

O pedido de asilo da brasileira ainda está em andamento nos Estados Unidos.

O pedido de asilo da brasileira ainda está em andamento nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Presa pelo ICE, a brasileira Iara do Carmo Santana, de 29 anos, foi detida em setembro em Massachusetts após uma ocorrência policial. O caso envolveu uma crise de saúde mental e uma acusação de agressão feita depois que o noivo acionou o serviço de emergência.

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A brasileira foi levada para uma unidade do ICE em Burlington. Ela permaneceu no local por cerca de quatro dias antes de um juiz federal determinar sua libertação em 8 de setembro.

Como ocorreu a prisão da brasileira

Iara vive em Malden, Massachusetts, com o noivo, Gabriel Lemos, e o filho dela. Em agosto, ela sofreu um aborto espontâneo e passou por um procedimento médico.

Dias depois, Gabriel ligou para o serviço de emergência durante uma crise de saúde mental. Segundo o casal, ele buscava atendimento para Iara.

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A polícia foi até a residência em 4 de setembro. Iara acabou presa sob acusações de agressão contra o companheiro. O casal nega que ela tenha agredido Gabriel.

Acusação continua em andamento

De acordo com informações apresentadas no processo, Iara teria empurrado o noivo e o atingido com uma chapinha de cabelo.

A acusação ainda está em andamento. Portanto, não há condenação contra a brasileira pelo caso. A defesa contesta a versão apresentada pelas autoridades.

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Depois de algumas horas sob custódia da polícia local, Iara foi entregue ao ICE. A agência federal assumiu a custódia por questões relacionadas à situação migratória dela.

Presa pelo ICE, brasileira relata falta de remédios

Iara foi levada para a unidade do ICE em Burlington. Durante a permanência no local, ela afirmou que não recebeu corretamente os medicamentos usados após o procedimento médico.

Segundo o relato da brasileira, a falta do tratamento teria contribuído para o agravamento de uma infecção. Ela também afirmou que sentia dores na região abdominal e que não recebeu uma avaliação médica na chegada.

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O relato foi apresentado durante a disputa judicial sobre a detenção. O governo americano contestou as acusações sobre as condições da unidade.

O próprio ICE informa que pessoas sob custódia devem receber atendimento de saúde. As normas da agência também preveem cuidados médicos e de saúde mental, além de serviços de tradução quando necessários para o atendimento.

O que acontece com Iara após a libertação

O juiz federal Leo T. Sorokin determinou a libertação de Iara em 8 de setembro. A decisão também impediu naquele momento uma transferência da brasileira para outro estado ou sua remoção dos Estados Unidos.

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A defesa havia apresentado um pedido de habeas corpus para contestar a detenção. Após a decisão, Iara voltou para casa e passou a responder ao processo em liberdade.

A situação migratória dela, porém, ainda não foi encerrada. Iara entrou nos Estados Unidos em 2021 e possui um pedido de asilo em andamento. Ela também tem autorização para trabalhar no país, segundo documentos e relatos publicados sobre o caso.

O ICE explica que a detenção migratória pode ocorrer enquanto processos de imigração estão em andamento. A agência também afirma que uma detenção não significa, por si só, que a pessoa será deportada, já que a remoção depende de uma ordem legal.

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Assim, Iara continua enfrentando duas frentes judiciais nos Estados Unidos. Uma envolve a acusação feita após a ocorrência em Malden. A outra trata de sua situação migratória e do pedido de permanência no país.