Sudeste e Sul envelhecem e perdem fatia de jovens para o Norte e Nordeste nas urnas brasileiras

Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo registram os menores percentuais de votantes com até 24 anos no país, aponta levantamento com dados do TSE

Levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral indica redução na proporção de jovens votantes no Sul e Sudeste e concentração no Norte e Nordeste / Ilustração IA/Gazeta de S.Paulo

A proporção de jovens aptos a votar encolheu de forma expressiva nos principais estados do país, alterando o perfil etário do eleitorado nas regiões Sul e Sudeste. Um estudo elaborado pelo Instituto Nexus aponta que o Rio Grande do Sul é o estado com o eleitorado mais idoso do Brasil, com a juventude representando apenas 9% do total de votantes, enquanto estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais mantêm fatias entre 10% e 11% de jovens de 16 a 24 anos.

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Enquanto Norte e Nordeste puxam representatividade jovem para cima, com cerca de 18%.

Fotos: segundo dados do TSE, o eleitorado feminino será maioria nessas eleições

O contraste geográfico entre os estados brasileiros

A presença jovem ganha peso à medida que o mapa eleitoral se desloca para o Norte e Nordeste:

Polo jovem no Norte: Roraima, Acre, Amapá e Amazonas ostentam a maior concentração proporcional de eleitores jovens do país, atingindo 18% do total regional.

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Força no Nordeste: Maranhão contabiliza 17% de votantes na faixa etária até 24 anos, enquanto o Pará e o Tocantins atingem 16% cada.

Polo envelhecido no Sudeste e Sul: além da liderança do Rio Grande do Sul (9%), Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo concentram no máximo 11% de eleitores mais novos.

Alto engajamento e as prioridades do voto jovem

Apesar de menor em volume, o eleitorado jovem demonstra alta assiduidade nas eleições. Na faixa de 16 e 17 anos, em que o voto é facultativo, o comparecimento no primeiro turno atingiu 82,9%, superando a média nacional de 79,1% e a fatia de obrigatórios de 18 a 24 anos, que ficou em 78,5% nas últimas eleições.

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Segundo o professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), as prioridades desse grupo continuam centradas na busca pelo primeiro emprego, formação profissional e ofertas de mudança, com forte peso do personalismo dos candidatos em detrimento da preferência partidária.

“Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram”, afirma.