O preço dos imóveis na periferia de São Paulo disparou em até 26%, enquanto o valor médio registrou queda nos bairros nobres. Os dados são do levantamento da Loft e referentes ao terceiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, os preços subiram em 95 dos 114 bairros analisados.
Segundo o estudo, o aumento médio, considerando todos os bairros da amostra, foi de 4,3%. A Loft, empresa brasileira de tecnologia voltada ao mercado imobiliário, verificou 5,3 milhões de anúncios de imóveis à venda nos principais portais imobiliários, sendo 3,5 milhões no terceiro trimestre de 2025 e 1,8 milhão no mesmo período de 2026, abrangendo 114 localidades da capital paulista.
Qual é o valor médio de um imóvel em São Paulo?
Considerando todos os bairros do município, o valor médio de um imóvel em São Paulo é R$ 1.133.049,00 e a área média de 121,8 metros quadrados.
Além disso, o estudo da Loft aponta que o preço médio dos imóveis anunciados é mais alto no Alto de Pinheiros, com R$ 4,2 milhões, Jardim Paulistano, registrando R$ 4 milhões, e Jardim Europa, em R$ 3,9 milhões. Já na outra ponta aparecem os bairros Cidade Tiradentes, com apenas R$ 178,7 mil, José Bonifácio, no preço médio de R$ 224,5 mil e Sé, com R$ 280,8 mil.
Ficou mais caro comprar um imóvel na perifeira da cidade
Os destaques de valorização foram as regiões periféricas, que lideraram as altas de preços na capital, de acordo com os dados da Loft. Parelheiros (+26,2%), Grajaú (+25,6%), Capão Redondo (+24,9%) e Guaianases (+24,4%) apresentaram os maiores aumentos no período.
Já os bairros de alto padrão registraram um movimento contrário com as maiores quedas no preço médio dos imóveis anunciados, como Jardim Paulistano (−17,4%), Vila Nova Conceição (−10,4%), Jardim Paulista (−7,7%), Itaim Bibi (−7,6%) e Morumbi (−7,6%).
Por que os bairros em áreas nobres estão mais baratos em São Paulo?
A Loft explica que o recuo dos bairros nobres da capital está associado principalmente à “redução da metragem média dos imóveis ofertados” e não à uma diminuição de preços simples, já que o valor do metro quadrado subiu em todos os bairros da região.
“Nas regiões periféricas, onde os imóveis têm preços mais acessíveis, há maior espaço para valorização. Além disso, os valores mais baixos, em comparação com os praticados no centro expandido, ampliam as possibilidades de acesso ao crédito imobiliário e a programas habitacionais com incentivos governamentais, o que pode contribuir para aquecer a demanda nessas regiões”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Entre os bairros em que os preços mais recuaram, 14 dos 15 tiveram redução da área média dos imóveis anunciados, e em 13 o preço por metro quadrado subiu. Confira abaixo:
- Jardim Paulistano: R$ 3.963.136,00 (−17,4%);
- Vila Nova Conceição: R$ 2.400.697,00 (−10,4%);
- Jardim Paulista: R$ 1.968.015,00 (−7,7%);
- Itaim Bibi: R$ 2.190.175,00 (−7,6%);
- Morumbi: R$ 2.383.383,00 (−7,6%);
- Pari: R$ 623.692,00 (−7,0%);
- Jardim América: R$ 1.926.010,00 (−6,7%);
- Jardim Europa: R$ 3.872.398,00 (−6,3%);
- Cidade Universitária: R$ 786.692,00 (−3,5%);
- Parque São Rafael: R$ 442.832,00 (−2,8%);
- Bela Vista: R$ 708.623,00 (−2,4%);
- Jardim Helena: R$ 484.824,00 (−2,3%);
- Vila Clementino: R$ 1.389.028,00 (−1,8%);
- Jaguara: R$ 597.699,00 (−0,9%);
- Paraíso: R$ 1.625.636,00 (−0,7%).
Bairros onde os preços mais valorizaram
- Parelheiros: R$ 691.399,00 (+26,2%);
- Grajaú: R$ 760.867,00 (+25,6%);
- Capão Redondo: R$ 545.533,00 (+24,9%);
- Guaianases: R$ 286.119,00 (+24,4%);
- Jardim Marajoara: R$ 1.049.655,00 (+21,6%);
- Itaim Paulista: R$ 382.881,00 (+20,9%);
- Cachoeirinha: R$ 542.613,00 (+19,2%);
- Artur Alvim: R$ 454.638,00 (+18,8%);
- Vila Matilde: R$ 607.287,00 (+18,1%);
- Cidade Líder: R$ 496.111,00 (+16,2%);
- Vila Curuçá: R$ 365.845,00 (+15,2%);
- Aclimação: R$ 1.239.472,00 (+15,1%);
- Parque do Carmo: R$ 648.787,00 (+14,8%);
- Iguatemi: R$ 360.156,00 (+13,8%);
- Ermelino Matarazzo: R$ 503.816,00 (+13,8%).
Bairros com os valores mais caros
- Alto de Pinheiros: R$ 4.199.179,00 (−0,7%);
- Jardim Paulistano: R$ 3.963.136,00 (−17,4%);
- Jardim Europa: R$ 3.872.398,00 (−6,3%);
- Vila Nova Conceição: R$ 2.400.697,00 (−10,4%);
- Morumbi: R$ 2.383.383,00 (−7,6%);
- Higienópolis: R$ 2.358.685,00 (+4,8%);
- Itaim Bibi: R$ 2.190.175,00 (−7,6%);
- Jardim Paulista: R$ 1.968.015,00 (−7,7%);
- Alto da Lapa: R$ 1.940.920,00 (+11,0%);
- Jardim América: R$ 1.926.010,00 (−6,7%);
- Vila Madalena: R$ 1.899.827,00 (−0,7%);
- Sumaré: R$ 1.755.379,00 (+0,9%);
- Chácara Klabin: R$ 1.664.495,00 (+3,2%);
- Paraíso: R$ 1.625.636,00 (−0,7%);
- Perdizes: R$ 1.623.625,00 (+4,4%).
Bairros com os imóveis mais baratos
- Cidade Tiradentes: R$ 178.730,00 (,9%);
- José Bonifácio: R$ 224.530,00 (+4,1%);
- Sé: R$ 280.833,00 (+3,0%);
- Guaianases: R$ 286.119,00 (+24,4%);
- Lajeado: R$ 306.436,00 (+12,5%);
- Centro: R$ 349.421,00 (+2,6%);
- Iguatemi: R$ 360.156,00 (+13,8%);
- Vila Curuçá: R$ 365.845,00 (+15,2%);
- Itaquera: R$ 369.985,00 (+11,5%);
- Jaraguá: R$ 374.493,00 (+12,7%);
- Itaim Paulista: R$ 382.881,00 (+20,9%);
- Campos Elíseos: R$ 398.852,00 (+3,0%);
- República: R$ 405.509,00 (+5,8%);
- Brás: R$ 423.057,00 (+6,6%);
- Liberdade: R$ 439.865,00 (+8,9%).



