Fim do mistério do suposto serial killer em SP? Polícia identifica 3 suspeitos e descarta hipótese de assassino em série

Justiça decretou prisões temporárias de investigados por mortes que levaram à localização de dez corpos na Grande São Paulo; suspeitos ainda não haviam sido encontrados até a última atualização

Até que as investigações sejam concluídas, não é possível afirmar que todos os homicídios tenham sido cometidos pelas mesmas pessoas ou que exista uma única motivação para as mortes/ Foto: Divulgação PF SP

A investigação sobre uma sequência de homicídios que assustou moradores de São Paulo teve um novo desdobramento na última quinta-feira (15). A Polícia Civil identificou três suspeitos relacionados aos casos e obteve mandados de prisão temporária contra eles. Apesar do avanço, os investigados ainda não haviam sido localizados até a última atualização.

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A descoberta de dez corpos em diferentes pontos da capital paulista, em um intervalo inferior a um mês, alimentou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer. A hipótese, no entanto, foi descartada pela direção do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que pede cautela antes de estabelecer conexões entre os crimes.

Em nota enviada à TMC, o DHPP confirmou que a Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão. Segundo o departamento, as diligências continuam para localizar os suspeitos e esclarecer as circunstâncias dos homicídios.

Polícia descarta hipótese de serial killer

A quantidade de vítimas, a proximidade entre as datas dos crimes e a forma como alguns corpos foram encontrados contribuíram para a repercussão do caso. Nas redes sociais, usuários passaram a associar as mortes à atuação de um suposto assassino em série.

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A diretora do DHPP, Aleixo, afirmou que a equipe responsável pelo perfilamento criminal está comparando os casos e analisando possíveis conexões geográficas. Até o momento, porém, não foram identificados elementos que sustentem a hipótese de atuação de um serial killer.

A possibilidade de participação de um chamado “tribunal do crime”, expressão utilizada para descrever execuções sumárias atribuídas a grupos criminosos, também foi levantada. Nesse caso, a polícia informou que ainda não há confirmação.

A orientação das autoridades é evitar conclusões precipitadas enquanto as investigações permanecem em andamento. A divulgação de informações sem comprovação pode ampliar a sensação de insegurança e prejudicar familiares que aguardam respostas sobre as vítimas.

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Dez corpos foram encontrados em menos de um mês

Os casos investigados foram registrados entre setembro e o início de outubro, em diferentes regiões da capital paulista e também em Itapecerica da Serra.

O primeiro registro citado pela reportagem ocorreu em 5 de setembro, na região do Jabaquara, na zona sul da capital. José Zito da Conceição, de 55 anos, foi encontrado com o corpo amarrado e envolto em um saco de lixo.

Em 10 de setembro, outros dois corpos foram localizados: o de Yasmin Dandara Silveira Brisola, de 32 anos, na Vila Chuca, e o de Filipe de Carvalho Cabral, de 34, na região da Colônia.

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Quatro dias depois, parentes reconheceram o corpo de Rodrigo Machado de Albuquerque, de 35 anos, encontrado em um córrego na Cidade Nitro Química. Ele estava desaparecido desde 9 de setembro.

Em 19 de setembro, Murilo Sanches dos Santos, de 26 anos, foi encontrado esquartejado no Jaçanã. Dois dias depois, um corpo foi localizado no porta-malas de um veículo no Jardim Celeste. A polícia investigava se a vítima era Rafael Zimbarg Francez, de 25 anos, motorista de aplicativo que estava desaparecido, mas a identificação ainda não havia sido confirmada na atualização consultada.

Já em 27 de setembro, uma cabeça foi encontrada no Jardim São Luís. O restante do corpo foi localizado a cerca de 21 quilômetros de distância, em Itapecerica da Serra. A vítima ainda não havia sido identificada. O caso mais recente mencionado ocorreu em 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê.

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Investigações continuam

Apesar da identificação de três suspeitos e da autorização das prisões temporárias, o caso ainda não foi concluído. A polícia segue apurando se há ligação entre as ocorrências e qual teria sido a participação de cada investigado.

A diretora do DHPP ressaltou que ainda não existem elementos suficientes para confirmar as hipóteses que circularam publicamente. A localização dos suspeitos e o avanço das diligências devem ajudar a esclarecer as circunstâncias dos crimes.

Até que as investigações sejam concluídas, não é possível afirmar que todos os homicídios tenham sido cometidos pelas mesmas pessoas ou que exista uma única motivação para as mortes.