Ivete Sangalo, Joelma, Matuê e Thiaguinho: Rodrigo Sandoval detalha bastidores e megaestrutura do Estação Verão 2027

Estação Verão 2027 terá Ivete Sangalo, Joelma, Matuê e Thiaguinho; Rodrigo Sandoval revela bastidores e detalhes da megaestrutura do festival

À frente de projetos como o Cê Tá Doido Festival, a Corrida do After e o Estação Verão, o sócio-diretor do Grupo HJR, Rodrigo Sandoval, acompanha de perto a evolução no mundo do entretenimento. Foto: Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

O mercado de entretenimento vive uma transformação acelerada. Se antes um grande show era suficiente para atrair o público, agora a experiência ganhou protagonismo, com eventos que apostam na combinação entre música, esporte, bem-estar e interação.

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À frente de projetos como o Cê Tá Doido Festival, a Corrida do After e o Estação Verão, o sócio-diretor do Grupo HJR, Rodrigo Sandoval, acompanha de perto essa evolução.

Em entrevista à Gazeta nesta sexta-feira (16/10), o empresário falou sobre os novos formatos de entretenimento, revelou os planos para levar a Corrida do After a diferentes regiões do País e destaca o impacto do Estação Verão, que completa dez anos em 2027 e reúne milhões de pessoas em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo.

Sandoval também conta os bastidores da negociação para trazer grandes artistas, como Ivete Sangalo, e explica como a acessibilidade se tornou uma das marcas do festival.

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Estação Verão

Os shows estão marcados para todas as sextas-feiras e sábados de janeiro de 2027. Foram divulgadas 23 atrações, entre os gêneros sertanejo, pagode, MPB, rap, funk e forró.

Confira os artistas e as datas das apresentações:

  • 1/01 – Samuel Rosa, Jota Quest e Felipe Ret
  • 2/01 – Ana Castela e Alok
  • 8/01 – Luísa Sonza, Joelma e Timbalada
  • 9/01 – Simone Mendes e Léo Santana
  • 15/01 – Belo e Matuê
  • 16/01 – Pabllo Vittar, Mariana Fagundes e Ivete Sangalo
  • 22/01 – Marina Sena, Pedro Sampaio e Thiaguinho
  • 23/01 – Zezé Rústico e Jorge e Mateus
  • 29/01 – Vanessa da Mata e Dominguinho (Jota Pê, João Gomes e Mestrinho)
  • 30/01 – Cê Tá Doido (Ícaro e Gilmar, Panda e Humberto e Ronaldo)

Confira também a entrevista com Rodrigo Sandoval abaixo:

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O Cê Tá Doido Festival chega a São Paulo com um grande elenco. Como você define a importância desse evento para o mercado de entretenimento?

O Cê Tá Doido representa uma nova mudança no mercado do entretenimento, com foco muito grande na experiência e na conexão com o público. O formato do palco e o desenho dos setores foram concebidos para aproximar as pessoas dos artistas com os quais elas têm maior afinidade.

O projeto nasceu de uma proposta da MJ Music e vem lotando e esgotando bilheterias em diferentes capitais do Brasil. São Paulo não poderia ser diferente.

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Um dos novos projetos é a Corrida do After, que mistura esporte e música. Como surgiu essa ideia?

Hoje estamos falando de duas paixões nacionais: a música sertaneja e a corrida.

A corrida é um grande movimento esportivo do país, enquanto a música sertaneja é sinônimo de Brasil e da nossa cultura. A Corrida do After nasce justamente dessa junção. É a primeira corrida sertaneja do País e será inaugurada em São Paulo, no dia 15 de novembro.

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Qual será o diferencial da Corrida do After?

Ela foi pensada como um projeto único, que vai percorrer o Brasil. Na inscrição, o participante escolhe para qual time quer correr. Cada equipe é ligada a um artista, e o público poderá competir ao lado do seu ídolo.

Haverá premiações por equipe e também uma premiação geral. Ao final, todos participam da Resenha do Cabral, reunindo os artistas em um mesmo palco para uma grande festa de confraternização.

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O projeto é voltado apenas para quem já corre?

Não. A proposta é ser inclusiva. Teremos uma corrida de 5 quilômetros e também uma caminhada de 2,5 quilômetros para quem está começando.

A ideia é unir esporte, saúde, entretenimento e música em uma experiência diferente.

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A Corrida do After pretende sair de São Paulo e chegar a outras cidades?

Sem dúvida. Já existe uma agenda para levar o projeto para todo o País. A previsão é realizar aproximadamente dez etapas ao longo de 2027.

A Corrida do After chega com a intenção de se posicionar como um dos grandes projetos esportivos do Brasil.

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O comportamento do público também mudou. Hoje existe uma busca maior por eventos durante o dia e experiências que vão além do show tradicional. Como você percebe essa transformação?

Não tenho dúvida de que existe uma mudança de comportamento das novas gerações. Há uma migração muito grande da noite para o dia.

As pessoas estão procurando mais saúde, dormir melhor, ter contato com a natureza e praticar atividades esportivas. Dentro do entretenimento, percebemos uma busca maior por eventos que acontecem durante o dia e pela mistura entre atividades esportivas e culturais.

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Então podemos dizer que essa mudança de comportamento já está influenciando o futuro dos eventos?

Sim. Esses projetos estão muito focados nessa nova tendência. O público que antes buscava apenas o show agora procura experiências mais completas. Pode participar de uma atividade esportiva, aproveitar o entretenimento e, no fim do dia, voltar para casa mais cedo.

Essa tendência é real e tem mostrado aos profissionais do segmento qual será

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O Grupo HJR pretende ampliar sua atuação para outras regiões do País?

O Grupo HJR, responsável pelo projeto Estação Verão, atende aproximadamente 30 municípios de São Paulo e Minas Gerais, com foco na Baixada Santista.

Mas projetos como a Corrida do After e o Cê Tá Doido são nacionais e percorrem diferentes regiões do Brasil. O Cê Tá Doido, por exemplo, já passou por Belém, Goiânia, Belo Horizonte e outras grandes cidades. E certamente novos projetos nacionais virão nos próximos meses.

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O Estação Verão completa dez anos em 2027. O que mudou desde a primeira edição?

É um grande desafio fazer um festival que cresce ano após ano. O Estação Verão nunca teve um momento de estagnação. Ele sempre esteve em uma crescente. A palavra que resume isso é continuidade.

Tivemos a felicidade de participar da primeira edição, em parceria com a Prefeitura de Praia Grande, e acompanhamos todo o desenvolvimento do projeto ao longo desses dez anos.

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Qual é hoje a dimensão do Estação Verão?

O Estação Verão já vendeu ingressos em todos os estados do Brasil e também em oito países. É um dos maiores festivais do País, se não o maior festival de verão do Brasil.

Na última temporada, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas passaram pelos projetos que envolvem os shows noturnos e as atividades de praia durante o dia.

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E qual é o impacto econômico do festival para Praia Grande?

Sessenta por cento do pilar econômico de Praia Grande é o turismo. Um evento desse porte tem um impacto muito positivo no trade turístico. Somente o Estação Verão gera cerca de 2 mil empregos diretos ao longo da temporada. Além disso, movimenta comércio, serviços, hotelaria e toda a cadeia ligada ao turismo.

O festival também se destaca pela diversidade de artistas. Como é feita a escolha da programação?

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Um dos maiores desafios é conseguir conciliar as agendas. Durante o verão, existem grandes festivais disputando os mesmos artistas. Além disso, fazemos questão de contemplar diferentes públicos e estilos musicais.

O tema do Estação Verão é “Brasil cabe aqui” justamente porque Praia Grande recebe pessoas de todas as regiões do País. Por isso, queremos que todos os estilos estejam representados.

A negociação com grandes artistas, como Ivete Sangalo, é especialmente complexa?

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Sim. A negociação com a Ivete foi difícil porque o Estação Verão acontece em janeiro e no início de fevereiro, às vésperas do Carnaval. Ela tem uma agenda muito movimentada, principalmente no Nordeste, com os preparativos para o Carnaval de Salvador. Nós estivemos em Salvador, conversamos e conseguimos conciliar as datas.

Ela sentiu a energia do Estação Verão e, no próximo ano, estará novamente no palco, no dia 16 de janeiro.

E quantos artistas estarão na programação da próxima edição?

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Serão dez dias de shows, com 23 artistas no palco. Teremos nomes de diferentes segmentos e também artistas que estarão se apresentando pela primeira vez no Estação Verão, como Timbalada, Samuel Rosa, Joelma, Mariana Fagundes, Vanessa da Mata, Mestrinho e JP.

O Estação Verão também aposta em ingressos mais acessíveis. Qual é a importância dessa política?

O Estação Verão tem duas bandeiras muito fortes: a diversidade cultural e a acessibilidade. Neste ano, teremos o ingresso social no setor pista. O público poderá acompanhar os grandes shows por R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia.

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Toda a arrecadação desse setor será destinada ao Fundo Municipal de Turismo, que fará ações ao longo do ano para fortalecer o receptivo turístico de Praia Grande.

Há também uma novidade para quem busca uma experiência mais exclusiva?

Teremos o Camarote Estação, um novo setor individual com diversos serviços incluídos. O público terá uma camiseta comemorativa dos dez anos do Estação Verão e dos 60 anos de Praia Grande, além de uma experiência diferenciada para acompanhar os artistas em um dos melhores lugares do evento.

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Quando o Estação Verão começou, vocês já imaginavam que ele chegaria a essa dimensão?

Eu tinha uma ideia de onde poderíamos chegar, mas o prefeito Alberto Mourão tinha plena certeza de que o projeto poderia se transformar em algo muito grande. Na primeira conversa, ele disse que queria fazer aquilo porque pretendia transformar Praia Grande no maior festival de verão do País. Ele já tinha essa convicção.

O mérito também é dele, pela visão e pela forma como enxergou o posicionamento que Praia Grande deveria ter em relação a eventos de qualidade.