Parabéns, São Paulo Futebol Clube: Tricolor completa 94 anos de muitas glórias

A equipe do Morumbi fundada em 25 de janeiro de 1930 celebra seu aniversário junto com a capital paulista

São Paulo completa 94 anos nesta quinta

São Paulo completa 94 anos nesta quinta | Rubens Chiri/saopaulofc.net

O São Paulo Futebol Clube, conhecido também por alguns apelidos como “O Clube da Fé”, Tricolor Paulista ou do Morumbi (veja a origem dos apelidos clicando aqui), leva o nome da cidade consigo. Como diz um trecho de seu hino, “de São Paulo tens o nome, que ostentas dignamente”.  O clube também compartilha com a cidade a data de aniversário. Enquanto a Capital foi fundada em 25 de janeiro de 1554, o clube surgiu em 25 de janeiro de 1930.

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O Tricolor Paulista é uma das instituições mais vencedoras do Brasil, e, como diz o hino do clube, “as tuas glórias vêm do passado”. São seis brasileiros (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008), três Libertadores e três mundiais (1992, 1993 e 2005), além de 22 Paulistas.

Entre outros títulos nacionais e continentais estão a Copa Sul-Americana de 2012, a Copa Conmebol de 1994, a Supercopa Libertadores de 1994, duas Recopas Sul-Americanas de 1993 e 1994, o Rio-SP de 2001, além de diversas outras conquistas.

O dono do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o famoso Morumbi (ou agora MorumBIS), é o time brasileiro com mais títulos internacionais, com 12 conquistas. É ainda o único a ganhar três brasileiros de forma consecutiva (2006, 2007 e 2008), o último sul-americano a vencer dois mundiais de forma seguida (1992 e 1993, sob o comando de Telê Santana) e o maior vencedor brasileiro de mundiais da FIFA – único a ser tricampeão. 

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Além disso, segue na lista como um dos dois clubes tradicionais do seleto grupo dos que nunca foram rebaixados, ao lado do Flamengo. 

O que faltava, não falta mais

O aniversário de 94 anos do clube talvez seja a celebração mais feliz em pelo menos 15 anos. Na última temporada, o time conquistou o único título grande que lhe faltava: a Copa do Brasil. Ao lado do Internacional, o São Paulo é o único a ser campeão do Brasileirão, Libertadores, Mundial, Sul-Americana, e claro, a copa nacional. Os campeões “de tudo”. De todos os títulos possíveis, o time venceu todos. Resta apenas a Supercopa do Brasil, que disputará contra o Palmeiras no início de fevereiro, mas a competição não é considerada uma das principais disputas nacionais e continentais.

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Os ídolos

Assim como é em títulos, o São Paulo é rico em ídolos (veja os cinco maiores da história clicando aqui). Leônidas da Silva, o eterno Diamante Negro, foi o primeiro deles. Muitas décadas depois, foi a vez de Raí, o Terror do Morumbi, ser reverenciado por seus torcedores. 

Há também Telê Santana, o treinador que espantou a fama de pé frio ao fazer do São Paulo uma máquina de jogar bola.

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Muricy Ramalho, aprendiz de Telê, que venceu três nacionais consecutivos, retornou ao clube após aposentadoria para fazer parte da coordenação de futebol, como coordenador técnico, e eternizou o bordão “aqui é trabalho, meu filho” é outro entre os maiores da instituição.

E há tantos outros: Muller, Friedenreich, Canhoteiro, Gérson, Amoroso, Luís Fabiano, Lugano, Pedro Rocha, Cafu, Waldir Peres, Serginho Chulapa, Careca, Zetti,  Darío Pereyra, Pablo Forlán, Hernanes, etc.

E, claro, o maior de todos: Rogério Ceni. O maior goleiro-artilheiro da história do futebol, jogador que mais vezes vestiu a camisa de um mesmo clube, e atleta que foi mais vezes capitão pela mesma equipe. São 3 recordes do Guiness Book para Rogério Ceni pelo São Paulo – que completou 51 anos no último dia 22 de janeiro. Foi com ele no gol, que o apelido “Soberano” surgiu, na época em que o Tricolor parecia imbatível.

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Anos de seca

Contudo, com uma sequência de gestões sem muito sucesso, a torcida pouco pôde comemorar nos últimos 10 anos.

Se engana, porém, quem pensa que seus apaixonados abandonaram o clube. Houve ótimas médias de público, sempre entre as melhores do Brasil, mesmo com esse período de insucessos do Tricolor.

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Com anos de seca após o último período vitorioso, ficou nove anos sem levantar nenhuma taça oficial. O jejum começou pós Sul-Americana de 2012, com Rogério Ceni, Lucas Moura e Luís Fabiano, e foi encerrada com a conquista do Paulista de 2021, com Miranda e Hernanes, ídolos já consagrados que voltaram ao São Paulo, e com joias da base como Luan, autor de um dos gols da decisão – o outro foi marcado por Luciano – sob o comando de Hernán Crespo.

Após bater na trave em 2022, sendo vice do Paulistão e da Sul-Americana sob o comando de Rogério Ceni, em 2023, quis o destino que o maior ídolo do time – como goleiro – fosse demitido do comando técnico e Dorival Júnior assumisse, assim como aconteceu em 2017, na outra passagem de Ceni. Dorival, atual campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo, trouxe a peça que faltava na galeria de troféus tricolor, conquistou novamente a Copa do Brasil, desta vez pelo São Paulo, e ironicamente, vencendo o Flamengo na final. Ainda eliminou Palmeiras e Corinthians anteriormente. Uma trajetória que emocionou os torcedores.

Para tornar ainda mais bonita a história, a conquista teve o retorno de um ídolo, Lucas Moura, após 11 anos, retornou ao time, fez um jogo implacável contra o Corinthians, nas semis, e ajudou no título inédito.

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2023 foi também o ano que levou o maior número de torcedores ao Morumbi. Foram quase 1 milhão e 500 mil torcedores presentes no estádio ao longo da temporada. A “Torcida que Conduz” ajudou o time a ganhar outra alcunha da direção tricolor: “O mais popular”.

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Rivalidade

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Santos, Palmeiras e Corinthians são seus principais rivais, algo que mostra a riqueza do futebol paulista, com quatro equipes gigantes e de muita tradição. O São Paulo, mesmo sendo o mais novo, foi o único a alcançar o sucesso mundial em três ocasiões.

A temporada de 2024 está no início, e o São Paulo retorna para a Libertadores. A torcida são-paulina torce para que o sucesso se repita e, ao término do ano, possam estar felizes com a celebração de algum título.