Como estão as Sete Maravilhas do Mundo Antigo atualmente

Conjunto de construções históricas ficou marcado em textos de filósofos e poetas, mas seu destino não foi tão eterno quanto suas lendas

Dentre as sete, apenas uma sobreviveu até a modernidade

Dentre as sete, apenas uma sobreviveu até a modernidade | Fora do Eixo / Wikimedia Commons

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo foram sete construções tão magníficas que inspiraram filósofos e poetas ao longo dos séculos. Porém, a maioria das pessoas não sabe qual foi o destino de cada uma delas.

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Compiladas em textos de filósofos como Antípatro de Sídon e Filon de Bizâncio, as Maravilhas se tornaram conhecidas no chamado “mundo conhecido”, entre o Oriente Próximo e o Mediterrâneo. Porém, a maioria delas não sobreviveu ao tempo.

Pirâmides de Gizé, Egito

A mais antiga e uma das mais famosas, as Pirâmides do Egito foram construídas por volta de 2551–2528 a.C., enquanto algumas sociedades milenares, como os chineses, ainda estavam se desenvolvendo.

Dentre as sete, essa é a única Maravilha que ainda está de pé, apesar de sua estrutura ter sido dramaticamente alterada com o passar dos milênios, seja por saques ou mesmo por ataques diretos.

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Nos seus primórdios, a pirâmide resplandecia branca no deserto, mas, com o passar dos anos, sua cobertura de calcário branco foi totalmente roubada (Foto: Ricardo Liberato / Wikimedia Commons)Nos seus primórdios, a pirâmide resplandecia branca no deserto, mas, com o passar dos anos, sua cobertura de calcário branco foi totalmente roubada (Foto: Ricardo Liberato / Wikimedia Commons)

A tentativa mais famosa de destruí-las foi empreendida pelo sultão muçulmano Al-Aziz Uthman, por volta de 1196, pois, para ele, elas eram heresias pagãs no solo de Alá. A tentativa fracassou e deixou apenas um corte na pirâmide de Miquerinos.

As pirâmides recebem milhões de turistas ao ano e fazem parte de roteiros famosos e intrigantes, como a maior trilha caminhável do mundo.

Jardins Suspensos da Babilônia, potencialmente Iraque

O mais misterioso dos sete, os jardins teriam sido um enorme complexo vertical com o que havia de mais belo na natureza do Crescente. Teriam sido feitos pelo imperador Nabucodonosor II para apaziguar a saudade de sua esposa, Amytis, que viera de terras verdejantes e agora vivia nos desertos da Babilônia.

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Porém, os lendários jardins não possuem nenhuma prova arqueológica de sua existência, apenas relatos como os de Beroso, que era muito posterior à suposta existência do local.

Dentre as iniciativas mais famosas para tentar descobrir sua existência estão as escavações de Robert Koldewey, na década de 90, que encontraram uma estrutura que poderia ter pertencido aos jardins, mas sem conclusões definitivas.

Muitos sítios arqueológicos já foram candidatos a terem abrigado os lendários jardins (Foto: David Stanley / Wikimedia Commons)Muitos sítios arqueológicos já foram candidatos a terem abrigado os lendários jardins (Foto: David Stanley / Wikimedia Commons)

Templo de Ártemis em Éfeso, Turquia

Uma das maiores obras da arquitetura grega, o Templo de Ártemis teve sua construção em parte creditada à própria deusa, que “ajudou” a mover os pesados monólitos de rocha.

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O templo foi alvo de diversos ataques ao longo de sua história, e o mais famoso foi feito por Heróstrato, que o incendiou em 356 a.C. para marcar seu nome na história de forma inesquecível.

O local até chegou a ser reconstruído posteriormente, mas sucumbiu definitivamente em um ataque dos godos, um dos povos germânicos que ajudaram a destruir o Império Romano, em 262 d.C.

As ruínas da base do templo ainda existem e atraem turistas anualmente (Foto; Roy Egloff / Wikimedia Commons)As ruínas da base do templo ainda existem e atraem turistas anualmente (Foto; Roy Egloff / Wikimedia Commons)

Mausoléu de Halicarnasso, Turquia

O maior de todos os mausoléus, que gerou o termo, foi criado em homenagem ao governador persa Mausolo por sua esposa, Artemísia. Segundo os contos, o luto era tanto que ela consumiu as cinzas do marido para sempre estar com ele.

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Esse último ato de amor, o presente de Artemísia, não sobreviveu às eras graças à geografia do local, assolado por terremotos que ceifaram uma construção tão grandiosa.

Parte das pedras do mausoléu foi utilizada na construção de outras estruturas, como o castelo de Bodrum, e outra parte está no Museu Britânico (Foto: Dorushiva / Wikimedia Commons)Parte das pedras do mausoléu foi utilizada na construção de outras estruturas, como o castelo de Bodrum, e outra parte está no Museu Britânico (Foto: Dorushiva / Wikimedia Commons)

Colosso de Rhodes, Grécia

Uma das mais icônicas das Maravilhas, o colosso teria sido uma gigantesca escultura feita em homenagem ao deus grego do sol, Hélio. Feito de bronze e ferro, o gigante teoricamente estaria colocado na entrada naval da ilha, guardando-a.

Após estudos recentes, a posição do colosso com as pernas abertas na entrada de Rhodes foi considerada inviável e tende a tratá-lo como de pés juntos em novas representações (Foto: http://www.ancient.eu / Wikimedia Commons)Após estudos recentes, a posição do colosso com as pernas abertas na entrada de Rhodes foi considerada inviável e tende a tratá-lo como de pés juntos em novas representações (Foto: http://www.ancient.eu / Wikimedia Commons)

Assim como o Mausoléu de Halicarnasso, o colosso tombou devido a terremotos, por volta de 225 a 226 a.C., e seus restos metálicos foram coletados e vendidos como sucata.

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Desde então, várias propostas recentes de reconstrução da estátua foram levantadas, mas, por razões práticas ou financeiras, nenhuma avançou.

Farol de Alexandria, Egito

Outra vítima dos terremotos no Mediterrâneo, o lendário farol seria um baluarte do conhecimento localizado na Ilha de Faros. Construído durante o reinado de Ptolomeu II, em 280 a.C., o farol continha toneladas de conhecimento em suas bibliotecas.

Nem mesmo sua estrutura, pensada para suportar os terremotos, foi capaz de mantê-lo de pé para sempre. Abalos nos séculos 10 e 14 comprometeram consideravelmente a construção, até ela ruir de vez no século 15.

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Suas pedras foram reutilizadas na Cidadela de Qaitbay, e restos submersos foram redescobertos por arqueólogos no porto de Alexandria (Foto: Cecioka / Wikimedia Commons)Suas pedras foram reutilizadas na Cidadela de Qaitbay, e restos submersos foram redescobertos por arqueólogos no porto de Alexandria (Foto: Cecioka / Wikimedia Commons)

Estátua de Zeus em Olímpia, Grécia

Essa estátua foi construída por Fídias, por volta de 430 a.C., como o principal bastião do Templo de Olímpia. Era uma estrutura enorme de Zeus segurando a pequena deusa da vitória, Nike, em uma mão e uma águia na outra, totalmente feita de ouro e marfim.

Uma lenda famosa conta que, quando o imperador facínora Calígula tentou mover a estátua para Roma, Zeus teria rido pela estrutura e destruído os andaimes que tentavam movê-la (Foto: Quatremère de Quincy / Wikimedia Commons)Uma lenda famosa conta que, quando o imperador facínora Calígula tentou mover a estátua para Roma, Zeus teria rido pela estrutura e destruído os andaimes que tentavam movê-la (Foto: Quatremère de Quincy / Wikimedia Commons)

Ao contrário das outras Maravilhas, o paradeiro da estátua é desconhecido, assim como o de outras estátuas gregas famosas, como a de Atena Partenos. Seu último registro foi o de ter sido movida para Constantinopla; a partir daí, restam apenas teorias que incluem incêndios, tsunamis ou desmonte por causa do material precioso.