Antes mesmo da existência do ar-condicionado, a China usava poços de luz no sul do país para desempenhar papel de manutenção da temperatura nas casas. A prática permitia que as temperaturas ficassem significativamente mais baixas, até -4,3 °C.
Com a urbanização, cada vez menos pessoas vivem em moradias com poços de luz, mas o interesse pela arquitetura tradicional vem trazendo a restauração de alguns edifícios históricos com claraboias. O governo também incentiva as inovações de baixo carbono no setor de construção civil, tentando torná-las uma tendência no país.
O poço vertical, ou “tian jing” (天井) em mandarim, é uma característica típica de uma casa tradicional no sul e leste da China. Diferente de um pátio do norte da China, ou “yuan zi” (院子), um poço vertical é menor e menos exposto ao ambiente externo.
Como funciona?
Diferente dos grandes pátios abertos do norte da China — chamados de yuan zi (院子) —, o poço de luz do sul é uma abertura vertical bem menor, profunda e menos exposta diretamente ao sol.
O segredo do seu sucesso térmico está na física simples:
Efeito Chaminé: O ar quente da casa, por ser mais leve, sobe e escapa pela abertura do topo.
Pressão e sucção: À medida que o ar quente sai, ele cria uma força de sucção que puxa o ar mais fresco das partes baixas e sombreadas da casa, gerando uma brisa constante.
Microclima Interno: Muitas dessas estruturas incluíam bacias de água ou plantas na base, o que ajudava a umidificar e resfriar ainda mais o ar por evaporação.





