O Dia Mundial do Autismo ocorre nesta terça-feira, 2 de abril, e tem como objetivo conscientizar as pessoas dessa condição que afeta segundo a ONU cerca de 70 milhões de pessoas no mundo.
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Pensando nisso, a Gazeta conversou com o psicólogo e professor do curso de Psicologia na Universidade Guarulhos (UNG) Alexsandro Brito dos Santos que apontou a importância da data, desafios que pessoas autistas encontram e sugestões de intervenções que você pode fazer para contribuir com acessibilidades dos autistas. Confira:
Dia do Autismo contribui para aumentar a conscientização
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O dia da conscientização do autismo é apontado pelo psicólogo como uma data muito importante, pois não há possibilidade de desenvolvimento desse indivíduo sem uma mudança atitudinal da sociedade.
Nesse sentido, o posicional aponta que colocar o tema em pauta é um dos caminhos para que as pessoas iniciem seu processo de entendimento sobre o tema e possam de alguma forma, contribuir com a inclusão social.
Desafios enfrentados por autistas e suas famílias no acesso a serviços de saúde e educação
Alexsandro Brito dos Santos que explica que a questão da saúde mental e o acesso a serviços especializados para pessoas autistas continuam sendo áreas de preocupação de muitas pessoas.
Isso porque muitos autistas enfrentam dificuldades para obter diagnóstico, tratamento e suporte adequados, devido à falta de recursos e à discriminação.
Mesmo com uma legislação avançada, pessoas com autismo enfrentam dificuldades em diversos campos da vida, como explica o profissional, como: alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrentam obstáculos como dificuldades de matrícula, preconceito de colegas, além de professores sem formação adequada e falta de uma perspectiva mais inclusiva por parte dos gestores.
Formas mais comuns de preconceito e como combatê-las
Entender o TEA é uma das primeiras formas para combater o preconceito, como aponta o psicólogo, isso porque é fundamental que informações confiáveis sejam divulgadas.
Em primeiro lugar é importante saber que o autismo não é uma doença e sim uma diversidade neurológica que possui níveis de suporte. Há também como a sociedade se tornar mais inclusiva e apoiadora das pessoas autistas com certas atitudes, sendo elas:
- Respeito entre as pessoas;
- Adequação das instalações;
- Reciclagem e atualização dos profissionais para atender pessoas com TEA;
- Ações de acolhimento aos alunos e profissionais;
- Atividades que promovam o convívio social na comunidade escolar e nas empresas e
- Diálogo estreito e constante com a família.
Inclusão vinda da política
Além da população, é necessário que haja ações vindas do poder público, com o objetivo de promover as mudanças necessárias para pessoas autistas. A Gazeta conversou com a deputada estadual Andréa Werner (PSB-SP), que explicou sobre a atuação para inclusão social de pessoas com deficiência, especialmente crianças autistas. Assista:
*Texto sob supervisão de Suzana Rodrigues
