“Fim do acesso livre”: Praias famosas da Itália agora exigem reserva com semanas de antecedência e cobram taxa

Nova regra para conter o turismo de massa na Sardenha impõe agendamento digital obrigatório e taxas de até 7 euros para garantir um espaço na areia.

Foto: Domenico Adornato/Pexels

A tradicional espontaneidade de estender uma toalha na areia fina das praias da Itália está se transformando em uma operação logística complexa.

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Diante do avanço acelerado do turismo de massa na Sardenha, diversas cidades da ilha implementaram sistemas de restrição severos, convertendo destinos paradisíacos em locais acessíveis apenas por meio de reservas online, códigos QR e pagamento de taxas diárias.

A mudança radical substitui o clássico modelo de chegada por ordem de preferência e atinge pontos icônicos do litoral italiano.

A medida reflete o crescimento de 4,2% na chegada de turistas e de 7,5% em pernoites no país, gerando intensos debates entre viajantes e defensores ambientais sobre os limites da privatização e do controle do espaço público.

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O controle rígido na joia do Mediterrâneo

Um dos cenários mais nítidos dessa nova realidade ocorre na célebre praia de La Pelosa. O destino reduziu drasticamente sua capacidade diária para apenas 1.500 visitantes, uma fração dos mais de 5 mil que costumavam lotar o espaço no auge do verão.

As taxas para entrar em praias italianas como esta variam de 2 a 7 euros por pessoa. No entanto, o custo financeiro é apenas uma parte do desafio: para quem tenta um agendamento de última hora na alta temporada, os bilhetes digitais chegam a esgotar com semanas de antecedência, inviabilizando roteiros improvisados.

Além do controle de fluxo, as regras ambientais locais tornaram-se punitivas. Em La Pelosa, por exemplo, o uso de toalhas diretamente sobre a areia foi proibido para evitar a perda involuntária de sedimentos; os banhistas são obrigados a utilizar esteiras rígidas de palha sob o tecido, sob risco de aplicação de multas severas de 100 euros.