Uma impressionante história de sobrevivência na floresta que durou quase uma década terminou de forma inacreditável nos Estados Unidos.
Um idoso de 65 anos conseguiu viver escondido por oito anos na Floresta Nacional de Tonto, no Arizona, mas acabou descoberto e preso após acumular uma montanha de 450 quilos de lixo e destruir a vegetação local.
Mark Aaron Gatz foi localizado por agentes do Serviço Florestal norte-americano na região de Strawberry-Pine. O homem confessou que utilizava a área de preservação ambiental como sua residência fixa há oito anos, sendo que passou os últimos dois concentrado exatamente no mesmo acampamento improvisado.
O impacto ambiental do acampamento secreto na Floresta de Tonto
A quantidade de detritos acumulada pelo homem chocou os oficiais que realizaram a abordagem. Em um espaço de aproximadamente meio acre, Gatz espalhou pneus, ferramentas, escadas, quadros de bicicleta e até mesmo 20 litros de óleo de motor, substância altamente tóxica para o solo.
Além do lixo, o homem mantinha uma fogueira acesa em um período de restrições severas contra incêndios florestais na região.
O acúmulo de materiais e a queima de madeira em época proibida geraram danos severos à vegetação nativa e criaram um risco iminente de tragédia ambiental.
Qual o limite de tempo para acampar na Floresta Nacional de Tonto?
De acordo com as leis federais dos Estados Unidos, os visitantes da Floresta Nacional de Tonto podem acampar por, no máximo, 14 dias consecutivos no mesmo local. Gatz violou deliberadamente essa norma ao transformar a área protegida em seu endereço residencial por anos.
A prática de morar na floresta ilegalmente configura infração grave, e o acusado já acumulava seis mandados de prisão federais pendentes por reincidência. Ele já havia sido notificado anteriormente por manter condições insalubres e construir estruturas sem autorização.
Condenação judicial e desfecho do caso
Após ser detido pelas autoridades, Mark Aaron Gatz se declarou culpado perante a Justiça norte-americana. Ele respondeu pelas acusações de residir em solo nacional sem autorização e por violar as restrições de segurança contra incêndios florestais.
O tribunal o condenou ao tempo correspondente ao período que já havia passado na prisão durante o processo, além de determinar três anos de liberdade condicional sob estrita vigilância.
