Jabuti sobrevive 10 anos enterrado embaixo de piso no Tocantins e retorna à natureza após reabilitação

Após passar uma década em confinamento extremo, o animal apresentava deformidades no casco e sensibilidade à luz, mas recuperou a saúde em centro especializado

Jabuti enterrado sob piso sobrevive após 10 anos

Biólogos sugerem que a umidade e a entrada mínima de oxigênio sob o piso ajudaram o animal/Reprodução

Uma simples investigação de infiltração em uma residência de Itacajá, no nordeste do Tocantins, revelou um cenário inacreditável: um jabuti enterrado sob o piso da casa.

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Ao notar que parte da cerâmica soava “oca”, um pedreiro quebrou o piso e encontrou o jabuti Donatello vivo, soterrado sob a estrutura.

A proprietária da casa, Luiza Coelha da Cruz Aguiar, acredita que o réptil permaneceu no local por quase 10 anos, desde a última reforma do imóvel.

Surpreendentemente, a família suspeita que o animal chegou ao terreno ainda filhote, escondido em um carregamento de terra ou cascalho utilizado na obra anterior.

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Como o baldrame da casa permanecia completamente fechado, o jabuti ficou preso em um ambiente escuro e sem rotas de fuga.

Outro momento que viralizou foi o de uma maquiadora que cuidou de um passarinho ferido que apareceu em sua casa e recebeu uma recompensa emocionante.

Como a ciência explica a sobrevivência do jabuti enterrado

Muitos se perguntam como um ser vivo suporta tanto tempo sem luz solar direta ou alimentação regular.

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Neste sentido, especialistas explicam que o metabolismo lento dos jabutis e a capacidade de entrar em um estado de estivação ou brumação garantiram a vida de Donatello.

Durante esse processo, o animal reduz drasticamente suas necessidades energéticas.

Além disso, biólogos sugerem que a umidade e a entrada mínima de oxigênio sob o piso ajudaram o animal. Donatello provavelmente se alimentou de insetos, vegetais ocasionais ou até das próprias fezes para resistir ao confinamento.

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Entretanto, o isolamento causou sequelas: o animal apresentava deformações no casco devido à pressão contra a cerâmica e demonstrava forte sensibilidade à luz após anos na escuridão.

O caminho para a liberdade

Logo após o resgate em fevereiro de 2025, o Centro de Fauna (Cefau), em Palmas, assumiu os cuidados com o jabuti-piranga.

Durante sete meses, veterinários realizaram exames clínicos, restauraram o casco e readaptaram a dieta do réptil. A equipe também precisou acostumar o animal gradualmente à luminosidade natural.

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Posteriormente, Donatello conviveu com outros indivíduos da mesma espécie para testar seu comportamento social. O animal apresentou ganho de peso e interação saudável, o que indicou sua plena recuperação.

Por fim, em setembro de 2025, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) realizou a soltura de Donatello em seu habitat natural, garantindo um desfecho positivo para essa jornada de resistência.