O Dia Mundial do Rock celebra a energia e a rebeldia do gênero, mas a história da música também guarda momentos de alta tensão.
Além dos palcos, grandes ícones protagonizaram confrontos históricos que os fãs ainda relembram com espanto. Abaixo, conheça as histórias por trás das maiores brigas do rock que agitaram o cenário musical do Brasil.
Cabeçada de Chorão e Marcelo Camelo
No ano de 2004, o clima esquentou entre o vocalista do Charlie Brown Jr., Chorão, e o líder do Los Hermanos.
A desavença começou quando Marcelo Camelo criticou a participação de Chorão em uma campanha publicitária, associando a banda a algo “vendido”.
Apesar das tentativas de reconciliação de Camelo durante um voo, Chorão manteve a irritação.
O confronto físico ocorreu durante uma baldeação no aeroporto de Recife, em que o vocalista santista desferiu uma cabeçada no rosto de Camelo.
O episódio terminou na delegacia e forçou as bandas a seguirem para um festival no Piauí em voos separados.
Tensão na TV: Dado Dolabella e João Gordo
Um dos momentos mais surreais da TV brasileira aconteceu em 2003, nos estúdios da MTV.
Durante a gravação do programa “Gordo a Go-Go”, o ator e cantor Dado Dolabella levou uma maleta com armas brancas, incluindo uma machadinha, para a entrevista.
A situação saiu do controle quando João Gordo fez piadas com o nome do álbum de Dado. Em resposta, o ator chamou o apresentador de “traidor do movimento punk”.
Os dois quebraram a mesa do estúdio e seguranças precisaram interromper a gravação para evitar o pior.
Anos depois, Dado revelou que agiu por “revanche”, pois João Gordo teria feito sua então namorada, Wanessa Camargo, chorar em uma entrevista anterior.
Ruptura inesperada de Sepultura e Eloy Casagrande
Recentemente, o mundo do metal sofreu um choque com a saída de Eloy Casagrande do Sepultura. O baterista abandonou o grupo às vésperas da turnê de despedida para integrar o Slipknot.
O guitarrista Andreas Kisser classificou a atitude como “muito esquisita”, especialmente pelo momento decisivo que a banda vivia.
A saída repentina gerou críticas públicas do Sepultura, que rapidamente anunciou Greyson Nekrutman como substituto para os shows finais.
Além de conflitos internos, o Sepultura também enfrentou uma rixa histórica com o Slayer nos anos 90. A imprensa alimentou a rivalidade após ambas as bandas utilizarem o mesmo produtor, Andy Wallace.
Com o tempo, os músicos esclareceram que a tensão vinha mais da mídia do que de uma hostilidade real entre eles.
Raimundos e o fim de uma era com Rodolfo Abrantes
A saída de Rodolfo Abrantes do Raimundos, em 2001, marcou o fim do auge da banda brasiliense. O vocalista decidiu abandonar o grupo após uma conversão religiosa e problemas de saúde.
Rodolfo enfrentava crises de pânico e dores físicas que ele acreditava serem sintomas de um câncer.
A convivência hostil e o excesso de drogas também pesaram na decisão. Conflitos diretos com o guitarrista Digão e a decepção com atitudes pessoais do baixista Canisso aceleraram o rompimento.
Rodolfo afirmou que o ambiente da banda não coincidia mais com sua nova percepção de vida.
Ofensas nas redes: Tico Santa Cruz x Di Ferrero
Nem as causas nobres escapam das discussões. Em 2014, os vocalistas Tico Santa Cruz (Detonautas) e Di Ferrero (NX Zero) trocaram insultos públicos no Twitter. A briga envolveu a preservação do Chorão Skate Park, em Santos.
Di Ferrero acusou Tico de usar a imagem do falecido líder do Charlie Brown Jr. para se promover. Em resposta, Tico Santa Cruz chamou Ferrero de “otário” e afirmou que o cantor havia “envenenado” sua amizade com Chorão no passado.
A discussão dividiu os fãs nas redes sociais enquanto ambos lutavam por diferentes visões sobre o legado do skatista.






