A cidade de San Luis, na Argentina, deu o último adeus a um de seus moradores mais emblemáticos no dia 1º de julho. Cabezón, um cachorro comunitário que percorreu as ruas locais por quase 22 anos, morreu durante a madrugada.
A Prefeitura confirmou a morte e realizou o sepultamento do animal no parque do Centro de Atenção ao Vizinho (CAV) Domeniconi, local que ele frequentou assiduamente em seus últimos anos de vida.
Nesse contexto, Gabriela Pedernera cuidou do animal por mais de uma década. Embora Cabezón mantivesse seu espírito livre, ele possuía uma rotina estabelecida: explorava a cidade durante o dia e buscava refúgio na casa de Gabriela à noite.
A cuidadora forneceu alimentação e assistência veterinária ao longo de 11 anos, respeitando sempre a autonomia do cão.
Cabezón de San Luis: uma presença constante na vida urbana
O cachorro tornou-se uma figura onipresente em San Luis.
Os moradores frequentemente avistavam Cabezón em aulas na Universidade Nacional, marchas de protesto, atos oficiais e até maratonas. Pedernera recorda que o animal aparecia em qualquer lugar onde houvesse aglomeração de pessoas.
Por causa desse comportamento sociável, diversas gerações cresceram convivendo com o animal nas ruas centrais e comércios.
Transformação social e homenagens
Consequentemente, a trajetória de Cabezón alterou a percepção dos cidadãos sobre os animais de rua.
A municipalidade destacou que a história dele despertou maior empatia e promoveu mensagens sobre adoção responsável, esterilização e vacinação.
Como forma de reconhecimento, o prefeito Gastón Hissa anunciou que o futuro Hospital Veterinário Municipal receberá o nome de “Cabezón”.
Adicionalmente, a prefeitura instalará uma placa em sua memória no dia 27 de julho, data que celebra o Dia do Cão Vira-lata na Argentina e em outros países da América do Sul.
O adeus a um símbolo de amor
Por fim, a morte do “perrito com um coração gigante” comoveu a comunidade e gerou homenagens nas redes sociais.
Pedernera expressou gratidão a todos que auxiliaram, defenderam ou apenas compartilharam um momento com o animal ao longo dos anos.
Mesmo sem pertencer oficialmente a uma única família, Cabezón consolidou-se como o perro de toda uma cidade, simbolizando a importância da solidariedade e do respeito aos animais.






