Coropuna: montanha sagrada dos Incas abriga o vulcão mais alto do Peru e diversos mistérios

Com 6.425 metros de altitude, o gigante de gelo conhecido como 'Montanha Dourada' combina desafios extremos de montanhismo com um legado espiritual milenar

Coropuna, Peru

Coropuna permanece como um destino que une a superação física ao contato com a história viva do Peru/Reprodução/YouTube

O Nevado Coropuna impõe respeito na paisagem do sul do Peru com o vulcão Coropuna e seus imponentes 6.425 metros de altitude.

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Localizado a cerca de 150 km da cidade de Arequipa, este complexo vulcânico não detém apenas o título de vulcão mais alto do país, mas também carrega uma mística profunda que remonta aos tempos do Império Inca.

A Montanha Dourada e o legado dos Incas

A palavra Coropuna tem origem no quechua e significa “montanha dourada”. Os antigos habitantes escolheram esse nome porque o vulcão brilhava como ouro durante suas erupções.

Para os Incas, o Coropuna representava o Apu mais sagrado do reino, funcionando como um oráculo em que acreditavam que as almas dos mortos habitavam as geleiras eternas.

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Arqueólogos encontraram evidências de rituais e oferendas de reciprocidade no local, o que confirma a importância do vulcão como um centro ritual do Tawantinsuyu.

Além do valor espiritual, a montanha desempenha um papel vital hoje: sua calota glacial de 44,1 km² garante o abastecimento de água para mais de 90 mil pessoas que vivem da agricultura e pecuária na região.

O desafio físico da ascensão do vulcão Coropuna

A conquista do cume exige preparação e resistência. Recentemente, a expedição “Vulcões de Arequipa” finalizou sua temporada no Coropuna com 100% de sucesso entre seus participantes.

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A jornada dura cerca de quatro dias, partindo de Arequipa e passando pela pacata cidade de Chuquibamba antes de atingir o acampamento base a 5.370 metros.

O ataque ao cume geralmente começa à meia-noite para aproveitar as condições do gelo. Os montanhistas enfrentam um frio severo, em que a água costuma congelar dentro das mochilas e o vento cortante exige movimento constante para manter o calor corporal.

Após 10 horas de esforço hercúleo, os escaladores finalmente atingem o topo, de onde podem avistar a imensidão branca dos Andes.

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Também no Peru, outro ponto que chama a atenção é um hotel de vidro, que fica pendurado em um desfiladeiro a 400 metros.

Uma homenagem nas alturas

Para a comunidade do montanhismo brasileiro, o Coropuna ganhou um significado solene em 2024.

A última expedição de sucesso dedicou sua conquista à memória de Marcelo Delvaux, um dos montanhistas mais experientes do Brasil, que morreu no vulcão após cair em uma greta enquanto tentava abrir uma nova rota solo.

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Estar no topo do Coropuna serve agora como uma forma de honrar o legado dos exploradores que amam a solitude das grandes altitudes.

Dicas para aventureiros

Se você planeja explorar o Coropuna, considere as seguintes informações essenciais:

  • Melhor época: entre abril e junho, durante a estação seca, quando o Sol brilha de dia e as noites são frias e estáveis.
  • Dificuldade: a escalada possui dificuldade moderada para pessoas aclimatadas e saudáveis, mas requer equipamentos técnicos como grampos, cordas e bastões.
  • Aclimatização: especialistas recomendam subir antes vulcões como o Misti ou o Chanchani para preparar o corpo para a altitude extrema do Coropuna.

A cidade mais próxima para ficar hospedado é Chuquibamba, situada a aproximadamente 3.000 metros de altitude.

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Consequentemente, o Coropuna permanece como um destino que une a superação física ao contato com a história viva do Peru, mantendo-se como um gigante que protege tanto a água quanto as tradições andinas.

Como chegar

A maneira mais rápida de chegar até o local partindo de São Paulo é pegando um voo do Aeroporto de Guarulhos para o Aeroporto Internacional Rodríguez Ballón (AQP), em Arequipa. Não há voos diretos, com a viagem fazendo uma escala longa ou conexão na cidade de Lima.

O tempo total de viagem varia de 10 a 12 horas no total, considerando a escala.