Escolher a cor da parede costuma ser uma das partes mais gostosas de renova a casa. Você imagina o ambiente pronto, pensa nos móveis, escolhe os objetos de decoração e, por fim, chega a hora de decidir a tinta.
Só que uma escolha aparentemente simples pode mudar bastante o resultado. De acordo com especialistas, algumas cores podem transmitir uma aparência menos sofisticada quando usadas de determinadas maneiras.
O problema não está necessariamente na cor, mas na combinação com iluminação, acabamento e outros elementos do espaço.
1. Metalizados muito chamativos
Prata, dourado e bronze podem até trazer uma sensação de glamour, mas cobrir uma parede inteira com esses tons pode deixar o ambiente exagerado.
Esses acabamentos muito brilhantes podem funcionar melhor em detalhes decorativos do que como protagonistas de uma sala.
Uma alternativa é apostar em pequenos elementos metalizados, como molduras e objetos, ou em um papel de parede com textura brilhante.

2. Amarelo Tuscan
O amarelo Tuscan é um tom quente e escuro inspirado na região da Toscana, na Itália. A cor fez bastante sucesso entre as décadas de 1990 e 2000 e pode funcionar muito bem em determinados estilos de decoração.
O problema aparece quando ela é usada em uma casa moderna sem considerar o restante do ambiente. Nesse caso, pode transmitir uma sensação intensa e ultrapassada.
Tons mais suaves, como ocre ou buttercup, aparecem como alternativas mais versáteis. A iluminação natural também deve ser observada antes da escolha.

3. Turquesa
O turquesa é daqueles tons que dividem opiniões. Em uma casa com inspiração praiana, ele pode combinar naturalmente com a proposta. Mas, em outros estilos de residência, uma parede inteira nessa cor pode acabar dominando o ambiente.
A recomendação é usar o tom como ponto de destaque, em vez de aplicá-lo em grandes áreas.

4. Verde-mint
O verde-mint pode parecer delicado e agradável em uma primeira olhada. Mas existe um detalhe que pode complicar a escolhar: a aparência da cor muda bastante conforme a iluminação do espaço.
O tom pode parecer mais verde, de acordo com a designer Christine Kohut, em um ponto e adquirir nuances azuladas ou acinzentadas em outro.
Essa variação pode deixar o resultado menor uniforme. Por isso, tons de verde ou azul mais estáveis podem ser uma alternativa.

5. Marrom muito escuro
O marrom-escuro também foi bastante usado nas décadas de 1990 e 2000. Quando escolhido em um tom que transmite uma aparência envelhecida, porém, pode fazer o ambiente parecer escuro, desgastado ou até sujo.
Para quem gosta da cor, o acabamento pode fazer diferença. A recomendação apresentada pelos especialistas é considerar uma versão com acabamento brilhante e garantir uma boa iluminação no espaço.

6. Azul-bebê
O azul-bebê pode parecer uma escolha tranquila, mas nem sempre produz o efeito esperado.
Quando aplicado de maneira inadequada, o chamado ‘Baby Blue’ pode deixar determinados ambientes com uma aparência semelhante à de um quarto infantil.
Para espaços como salas e quartos de casal, uma alternativa é escolher tons de azul mais profundos ou combinar o azul-claro com cores neutras para equilibrar a composição.

7. Cinza muito frio e sem personalidade
O cinza continua sendo uma das cores mais populares para interiores. Isso não significa, porém, que qualquer tom de cinza produza um resultado sofisticado.
Existem tons que lembram cimento cru ou gesso que podem deixar o ambiente frio e sem vida. Uma opção é escolher cinzas mais quentes ou outros tons neutros que possam conversar melhor com os móveis e objetos da casa.

8. Cores primárias muito vibrantes
Vermelho intenso, azul royal e outras cores primárias extremamente fortes podem dominar completamente um ambiente.
Esses tons foram especialmente populares nos anos 1980, mas hoje exigem mais cuidado para que não deixem o espaço visualmente pesado. Isso não significa que precisem desaparecer na decoração.
O segredo está na maneira de usar. Um móvel vermelho com acabamento brilhante ou um armário azul pode funcionar como ponto de destaque.
Nesse caso, a iluminação, acabamento e equilíbrio com os demais elementos passam a ser fundamentais.





