A inauguração da Linha 6-Laranja marcou, nesta quinta-feira (2/7), a chegada do Metrô à estação Água Branca, um dos principais polos ferroviários de São Paulo.
Apesar da novidade, a integração entre a nova linha e a Linha 7-Rubi ainda não é feita internamente, e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que as obras para conectar os dois sistemas começarão no segundo semestre.
Durante coletiva de imprensa, o governador afirmou que problemas técnicos impediram que a intervenção fosse executada junto com a construção da nova estação.
“A gente tinha algumas questões que impediram a execução dessa obra antes, juntar no projeto da nova estação Água Branca. Então a gente deve começar essa obra quanto antes.”
Segundo Tarcísio, a expectativa é iniciar os trabalhos ainda neste ano.
“A ideia é começar no segundo semestre deste ano.”
Integração ainda exige travessia
Mesmo com a inauguração da estação Água Branca da Linha 6-Laranja, os passageiros ainda precisam sair da estação, atravessar a rua e acessar a estação da Linha 7-Rubi para realizar a transferência.
A futura obra criará uma ligação entre os dois sistemas, permitindo uma integração mais rápida e confortável para os usuários.
Estação será um dos maiores hubs de mobilidade
O Governo de São Paulo prevê investir R$ 1,3 bilhão na ampliação do complexo Água Branca, que deve se tornar um dos maiores centros de integração sobre trilhos do estado.
Além da conexão entre as linhas 6-Laranja e 7-Rubi, o projeto prevê futuras integrações com as linhas 8-Diamante, 9-Esmeralda, 3-Vermelha do Metrô e com os eixos norte e oeste do Trem Intercidades.
Ao comentar a situação atual, Tarcísio reconheceu que a transferência provisória ainda não atende plenamente os passageiros: “Não é a melhor situação”.
Segundo o governador, a obra de engenharia já foi planejada e permitirá realizar “a interconexão que é necessária para fazer essa integração da melhor forma possível”.
Maior obra de mobilidade da América Latina
Orçada em cerca de R$ 19 bilhões, a Linha 6-Laranja é considerada a maior obra de mobilidade urbana em execução na América Latina.
O ramal contará com 15 estações e ligará a Brasilândia, na zona norte, à Liberdade, na região central de São Paulo.
As seis estações abertas inicialmente serão João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.
Nesta fase inicial, os trens circularão das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, sem cobrança de tarifa.
A linha é a primeira parceria público-privada (PPP) do Metrô paulista. A construção e a futura operação são de responsabilidade da concessionária Linha Uni, liderada pela empresa espanhola Acciona.
O restante do trajeto deverá ser entregue de forma gradual até 2027.
