A exemplo do Rio de Janeiro e de outros estados brasileiros, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) discute um projeto de lei que pretende implantar vagões para uso exclusivo de mulheres no metrô e nos trens paulistas. A intenção é aumentar a proteção do público feminino contra assédio no transporte público.
Atualmente, o texto de autoria do deputado estadual Jorge Caruso (MDB) está em análise na comissão responsável por avaliar a constitucionalidade da proposta. Caso seja aprovado, o “Vagão Rosa” seguirá para votação em plenário e depois para sanção do governador.
De acordo com a proposta, pelo menos um vagão de cada trem deverá ser reservado exclusivamente para mulheres, com funcionamento de segunda a sexta-feira, exceto em feriados. Crianças do sexo masculina acompanhadas por responsáveis também poderão utilizar o espaço.
Se o projeto virar lei, a regra valerá para todas as linhas do sistema ferroviário paulista, incluindo as operadas pela iniciativa privada. As empresas terão até 90 dias para se adaptar às novas exigências.
O modelo funciona no sistema metroviário e ferroviário do Rio nos horários de pico: das 6h às 9h (até as 10h em algumas linhas) e das 17h às 20h.
