Uma rede com mais de 7 mil integrantes espalhados pelo país está no centro da investigação que levou à prisão de 12 pessoas em São Paulo, suspeitas de planejar um ataque com explosivos na avenida Paulista. A ação, prevista para esta segunda-feira (2/2), foi frustrada pela Polícia Civil após monitoramento nas redes sociais, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Os detidos têm entre 15 e 30 anos e, segundo a polícia, articulavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov para provocar tumulto na região central da Capital.
Comunidade virtual reunia milhares de participantes
As investigações apontam que o grupo preso integra uma estrutura digital de alcance nacional, formada por mais de 7 mil participantes, voltada à troca de informações sobre ações violentas em diferentes estados. São Paulo e Rio de Janeiro concentravam a maioria dos integrantes.
Somente na capital paulista, a comunidade virtual monitorada reunia cerca de 600 membros, que compartilhavam mensagens, vídeos e instruções sobre a produção e o lançamento de artefatos explosivos improvisados. Segundo a polícia, havia uma organização interna, com repasse de ordens e orientações a novos integrantes.
Ação de inteligência evitou ataque na Paulista
O trabalho foi conduzido pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), que acompanharam a movimentação do grupo ao longo de semanas. Durante as prisões, um dos suspeitos foi encontrado com simulacros de armas de fogo.
Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a atuação preventiva foi decisiva.
“Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda-feira. Era uma ação sem pauta definida, voltada apenas ao tumulto, e o trabalho de inteligência permitiu neutralizar a ameaça”, disse.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da rede virtual.
