Bisneto de 12 anos questiona Sarney sobre fim da escala 6×1 e relato viraliza

Bisneto de 12 anos desafia Sarney: 'Você é a favor da escala 6x1?' pergunta viraliza e acelera aprovação da PEC de 40h com apenas 19 votos contrários

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou as discussões familiares e as redes sociais nas últimas semanas. O alcance do tema ficou evidente após uma publicação do ex-presidente José Sarney, de 96 anos, que relatou ter sido questionado por seu bisneto, Bruno, de 12 anos, sobre a mudança na jornada de trabalho.

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Em seu perfil no Instagram, o ex-presidente contou que o jovem, leitor assíduo de jornais, perguntou diretamente se ele era a favor ou contra a jornada de cinco dias de trabalho. Ao ser indagado por Sarney sobre o motivo de apoiar a alteração, o menino respondeu que considerava a medida mais justa para que se pudesse trabalhar menos.

O texto aprovado no Congresso e o impacto nas empresas

A discussão ganhou tração no Legislativo com a articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). O texto aprovado traz um meio-termo para conter os custos operacionais das empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços, que são os mais afetados pela medida.

A proposta inicial previa uma redução para 36 horas semanais. Contudo, o texto final aprovado fixou a jornada em 40 horas semanais, com direito a dois dias de repouso remunerado, o que altera o artigo 7º da Constituição Federal. A matéria avançou com ampla maioria, registrando apenas 19 votos contrários.

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Ao analisar o cenário, Sarney citou uma avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Segundo a tese descrita pelo ex-presidente, o foco central do debate não deve ser a escolha entre a proteção social e o crescimento econômico, mas sim a capacidade de compatibilizar os dois setores.

Pressão digital e o posicionamento de Sarney

Sarney avaliou que a forte mobilização digital em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) reflete uma previsão feita por ele na década de 1990, quando implementou a internet no Senado e apontou que a tecnologia mudaria a relação da sociedade com o poder político.

O ex-presidente recorreu à obra Jornal de Timon, do historiador João Lisboa, para comparar o engajamento atual nas redes sociais ao “palmômetro” da antiguidade — sistema que avaliava os políticos pela intensidade dos aplausos públicos. Atualmente, os tópicos mais comentados e os vídeos virais exercem essa função de pressionar o Congresso e o mercado.

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Alinhado à tendência de mercados internacionais que realizam testes de redução de jornada com foco no ganho de produtividade, o político manifestou voto favorável à reforma. No encerramento de sua publicação, brincou que pretende usar o momento para aproveitar um pouco de preguiça, algo que afirmou não ter conhecido ao longo da vida profissional.