Quem não votou no primeiro turno das Eleições 2026 ainda pode participar do segundo turno. A ausência em uma etapa não impede o eleitor de comparecer às urnas na seguinte, desde que a inscrição eleitoral esteja regular, ou seja, que o título não esteja cancelado ou suspenso.
Isso acontece porque, para a Justiça Eleitoral, os dois turnos são considerados eleições independentes. Portanto, quem não compareceu às urnas em 4 de outubro poderá votar normalmente em 25 de outubro, desde que esteja apto a votar.
Não votei no primeiro turno, ainda preciso justificar se votar no segundo?
Votar no segundo turno não elimina a ausência registrada no primeiro, então é preciso justificar sim. Como cada turno é considerado uma eleição diferente, a justificativa também precisa ser feita separadamente.
Nas Eleições 2026, quem não votou no primeiro turno terá até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa. Já para quem faltar ao segundo turno, o prazo será 8 de janeiro de 2027.
A justificativa pode ser apresentada depois da eleição pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral, também conhecido como Título Net, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral. Nesse caso, o eleitor precisa informar o motivo da ausência e apresentar documentação que comprove a razão alegada. O pedido será analisado pela autoridade eleitoral competente.
E se eu não justificar a ausência?
Quem não vota e não apresenta uma justificativa aceita fica em débito com a Justiça Eleitoral e precisa pagar a multa correspondente para regularizar a situação.
Enquanto estiver em débito, o eleitor pode enfrentar algumas restrições previstas na legislação, como a impossibilidade de obter a certidão de quitação eleitoral e impedimentos relacionados a concursos públicos e ao exercício de determinados cargos públicos, entre outras situações.
Também é importante ficar atento à quantidade de ausências. Quem deixa de votar em três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, e não justifica as faltas nem paga as multas correspondentes pode ter a inscrição eleitoral cancelada.
Não votei no primeiro turno, não justifiquei, mas quero votar no segundo. Posso?
Sim. Desde que o título esteja regular, o eleitor pode votar no segundo turno mesmo que ainda não tenha regularizado a ausência do primeiro. O que não acontece é a regularização automática da primeira falta.
Ao votar no segundo turno, o eleitor continua com a pendência referente ao primeiro turno e deverá apresentar a justificativa ou pagar a multa correspondente. Por isso, reforço novamente, participar da segunda votação e regularizar a ausência anterior são duas situações diferentes.
Como escolher em quem votar no segundo turno?
Com a situação eleitoral esclarecida, é hora de decidir seu voto. Agora só restam dois candidatos concorrendo a presidência do país, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, e é necessário avaliar quem combina mais com suas necessidades de vida.”
Uma forma de tomar a decisão é avaliar as propostas de acordo com aquilo que realmente te afeta e comparar o que cada candidato pretende fazer. Pense assim: “qual meu maior sufoco hoje?”, e aí liste: transporte lotado? problemas de saúde? excesso de trabalho? E então anote os respectivos setores, que no caso do exemplo seriam: transporte (ou mobilidade urbana), saúde e mercado de trabalho.
Depois disso, busque o plano de governo dos candidatos na internet. Eles estão apresentados oficialmente pelas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesse processo, as redes sociais podem ser um ponto de partida, mas não devem ser o único ponto de pesquisa. Não escolha seu voto apenas por cortes nas redes sociais.
Vídeos curtos podem ajudar o eleitor a descobrir um assunto ou conhecer uma declaração de candidato, mas um corte de poucos segundos mostra apenas uma parte de uma fala e pode deixar informações importantes de fora.
Por isso, antes de formar uma opinião sobre determinada proposta, vale procurar o conteúdo original, verificar o que foi efetivamente dito ou prometido e entender como a medida seria colocada em prática.
A IA pode ajudar a entender o plano de governo?
Quando um plano de governo utiliza termos técnicos ou apresenta textos difíceis de compreender, ferramentas de inteligência artificial podem ser usadas como apoio à leitura. Nesse caso, porém, a IA deve funcionar como uma espécie de tradutora de linguagem técnica para uma linguagem mais cotidiana, e não como uma fonte de informação política.
O eleitor pode copiar um trecho do documento original e pedir que a ferramenta explique aquele conteúdo de maneira mais simples, sem acrescentar informações ou interpretar aquilo que o candidato quis dizer.
Um exemplo de comando (prompt) é:
“Vou colar abaixo um trecho de um plano de governo. Simplifique o texto para uma linguagem que uma pessoa sem conhecimento técnico consiga entender. Não acrescente nenhuma informação que não esteja no trecho. Não faça inferências sobre a intenção do candidato. Não dê opinião, não diga se a proposta é boa ou ruim e não compare com outros candidatos. Não corrija, complemente ou contradiga o conteúdo. Apenas explique, em palavras mais simples, o que está escrito no texto fornecido. Se houver algum termo técnico, explique seu significado de forma neutra. Se o trecho não for suficiente para entender alguma coisa, diga apenas que a informação não está especificada no texto. Ao final, liste apenas as ações, medidas, objetivos ou compromissos que aparecem explicitamente no trecho.”
Copie e cole o prompt antes de mandar o trecho para a IA de sua preferência. Mas lembre: mesmo utilizando a ferramenta dessa maneira, a fonte original continua sendo a referência principal. A IA pode ajudar a compreender um texto, mas não substitui a consulta ao documento apresentado pelo candidato.
Antes de votar, faça cinco perguntas
O que esse candidato promete fazer? Procure a proposta no plano de governo original e veja exatamente o que está escrito.
Como ele pretende fazer isso? Observe se o documento apresenta medidas concretas ou apenas uma promessa genérica.
Quanto isso pode custar? Quando houver informações disponíveis, procure a previsão de recursos, financiamento ou outras formas de custear a medida.
Essa proposta afeta diretamente minha vida? Pense em questões como emprego, renda, saúde, transporte, educação, segurança, moradia ou outros assuntos presentes na sua rotina.
Estou avaliando a proposta completa ou apenas um vídeo que apareceu nas redes sociais? Se a informação veio de um corte, procure o contexto e, sempre que possível, consulte a declaração ou o documento original.
No fim, votar de forma informada não significa conhecer todos os detalhes da política pública brasileira. Significa, principalmente, saber o que cada candidato está propondo, buscar a fonte original e comparar as medidas que podem ter impacto concreto sobre a vida do eleitor.






