Ganhar a eleição para presidente do Brasil no primeiro turno exige que o candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos registrados na votação. Isso significa que não existe um número fixo de votos marcado na lei, pois o total necessário depende diretamente do comparecimento do eleitorado e da quantidade de votos anulados e em branco computados nas urnas.
Para se ter noção da complexidade, apenas duas vezes após a redemocratização, o Brasil teve uma vitória presidencial no 1° turno das eleições: nas eleições de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito com 54,2% dos votos válidos, e em 1998, com a sua reeleição consolidada em 53%.
Como funciona a conta dos votos válidos na prática
O cálculo que define a eleição considera apenas os votos atribuídos diretamente aos candidatos que disputam o pleito. Quando um eleitor vota em branco ou anula a confirmação na urna eletrônica, a sua escolha é descartada da soma final que define quem atingiu a metade mais um dos votos necessários.
A legislação eleitoral determina que as eleições para Presidente da República, governador e prefeito de cidades com mais de 200 mil habitantes estão sujeitas à realização do segundo turno.
O que acontece quando ninguém atinge os 50% mais um?
Convocação da segunda rodada: caso nenhum postulante supere a marca dos 50% dos votos válidos mais um voto, os dois nomes mais votados avançam para o segundo turno.
Regra do segundo turno: na etapa decisiva, não há marca mínima prévia e vence quem obtiver a maioria simples dos votos válidos apurados.
Exemplo histórico recente: na eleição de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 48,43% no primeiro turno e disputou a etapa final contra Jair Bolsonaro, que obteve 43%.










