Cabelo caindo? Pode ser falta dessa vitamina que muitos ignoram

Descubra por que essa vitamina essencial pode estar por trás dos fios fracos e quebradiços

Vitamina C é grande aliada para quem luta contra a queda de cabelo, segundo especialistas

Vitamina C é grande aliada para quem luta contra a queda de cabelo, segundo especialistas | Foto: Reprodução/Freepik

Quando o assunto é queda de cabelo, muitos associam a questões hormonais, estresse e genética, o que faz bastante sentido. Porém, por trás de casos de fios ralos, frágeis e de quedas constantes a resposta pode ser a falta de vitamina C, ignorada na maioria dos exames de rotina. 

Famosa por sua eficiência no sistema imunológico, a vitamina C também desempenha funções essenciais no couro cabeludo. Em caso de baixo nível no organismo, mesmo que não apresente sintomas clássicos como gengivas sangrando ou manchas na pele, pode atrapalhar o ciclo de crescimento capilar, principalmente em pessoas que já tem predisposição genética ou deficiência de ferro. 

“O que pouca gente sabe é que a vitamina C está envolvida em processos vitais para o cabelo. Sem ela, o ferro não é absorvido corretamente, o colágeno se degrada mais rápido e os folículos capilares se tornam vulneráveis ao estresse oxidativo”, explica, ao portal Terra, Dr. Marcos Mendes, especialista em queda de cabelo e transplantes.

Como a vitamina C age na saúde dos fios?

A resposta para tal pergunta está na bioquímica do corpo. A vitamina C atua de diversas formas que podem afetar a saúde capilar:

 

  • Absorção de ferro: A queda de cabelo causada pelo baixo nível de ferro no organismo é a mais comum, principalmente entre as mulheres. O ferro é essencial para o transporte de oxigênio até o bulbo capilar – responsável pela produção e crescimento dos fios. Mas para ser absorvido, o ferro precisa da vitamina C.
  • Proteção contra estresse oxidativo: O couro cabeludo é extremamente vascularizado e sensível aos estresse. A vitamina C é antioxidante que ajuda a neutralizar radicais livres e moléculas instáveis que, em excesso, danificam os fios capilares e aceleram o afinamento dos fios. 

    Pessoas que vivem em estresse constante, fumam, dormem mal ou estão muito expostas à poluição produzem mais radicais livres (moléculas ou átomos instáveis com elétrons desemparelhados, tornando-os altamente reativos). 

    Nestas condições a demanda por vitamina C é maior e a queda de cabelo pode ser um dos primeiros sintomas.
  • Estimulo à produção de colágeno: O colágeno é responsável pela firmeza da pele e pela sustentação do bulbo capilar. A vitamina C é importante para a síntese e manutenção dessa estrutura, auxiliando as enzimas que produzem colágeno.  

    A deficiência de vitamina C faz com que o couro cabeludo perca elasticidade e resistência, fazendo a queda de cabelo se intensificar. 
  • Melhora a microcirculação: A vitamina C melhora a integridade dos vasos sanguíneos que irrigam o couro cabeludo, o que melhora a entrega de nutrientes aos folículos, e um couro cabeludo bem nutrido é sinônimo de cabelos fortes e saudáveis.

O que fazer em caso de deficiência de vitamina C?

Diferentemente do escorbuto (deficiência grave e rara da vitamina), a deficiência leve e crônica é mais comum do que possamos imaginar. Mas quase sempre passa despercebida.

Pessoas com dietas pobres em frutas e vegetais, fumantes, com distúrbios intestinais, uso crônico de medicamentos, ou até mesmo atletas de alto desempenho, podem apresentar baixos níveis de vitamina C no organismo, mesmo com exames aparentemente normais. E nesses casos, o cabelo se torna um dos primeiros sinais visíveis do desequilíbrio. 

A boa notícia é que a vitamina C é facilmente encontrada em alimentos naturais como: laranja, acerola, kiwi, goiaba, morango, limão, caju. Ou em vegetais como pimentão, brócolis e couve (quando consumidos crus).

Entretanto, pacientes com queda de cabelo constante ou em tratamento para aumentar os níveis de ferro no corpo, a suplementação é indicada.

“Quando identificamos uma deficiência ou uma demanda aumentada, a suplementação é uma aliada. Mas é importante lembrar que o excesso também pode causar problemas, como distúrbios gastrointestinais. Por isso, o ideal é sempre avaliar com um especialista”, lembra o Dr. Marcos Mendes.