A alimentação e o uso de suplementos para melhorar a performance do treino geram debates dentro da comunidade de academia, principalmente quanto à dúvida sobre qual é o melhor.
Pensando nisso, a equipe da Gazeta explica como funcionam as principais suplementações, seus benefícios e os efeitos no corpo.
Creatina
Uma das alternativas mais conhecidas é a creatina, recomendada para aumento de força, potência e massa muscular. A substância proporciona esses ganhos quando aliada a um cronograma de exercícios adequado e uma boa dieta.
Outro fator relacionado com os benefícios da creatina é o envolvimento dela com a produção de ATP, fonte de energia usada pelos músculos em exercícios de alta intensidade e curta duração, como musculação, corridas curtas, saltos e arremessos.
Desta forma, o suplemento eleva a tolerância do atleta ao esforço, retardando a fadiga e permitindo que ele use cargas maiores para desenvolver o desempenho nos exercícios, o que consequentemente vai gerar mais ganhos.
Além disso, por estar armazenada nos músculos junto com a água, a creatina proporciona um aumento no volume muscular.
Whey Protein
Um dos “queridinhos” para quem treina, o Whey Protein ganhou destaque por oferecer todos os aminoácidos essenciais para a recuperação e construção muscular, o que favorece o ganho de força e a hipertrofia (aumento da massa magra).
As proteínas desempenham um papel crucial para o reparo e construção da massa magra após o exercício, sendo o suplemento indicado tanto para a recuperação de atletas que praticam exercícios aeróbicos de longa duração (corrida, triatlo e ciclismo), quanto para pessoas que colocam a hipertrofia, ganho de força e potência muscular como metas.
O Whey Protein também pode ser indicado para quem busca emagrecer. Como a proteína é um nutriente que traz saciedade, estudos mostram que o consumo do suplemento auxilia a perda de gordura, quando acompanhado de uma dieta apropriada.
É possível encontrar três versões do suplemento no mercado, o que pode gerar confusão na hora da compra. Confira os tipos:
- Concentrado: o soro do leite passa por uma filtragem e conserva os carboidratos, incluindo a lactose, além de minerais e gorduras do leite. Esse tipo tende a ser mais barato. Porém, uma dose oferece teor proteico menor e o processo de absorção da proteína é mais demorado.
- Isolado: obtido por técnicas rígidas de extração e filtragem, apontado como uma alternativa de proteína praticamente “pura”. Contém cerca de 90% de proteína e um teor baixo de carboidratos e gorduras. O produto é absorvido mais rapidamente.
- Hidrolisado: versão isolada do whey que passou por um processo de quebra de aminoácidos, permitindo a digestão e a absorção dessas substâncias pelo organismo. É uma boa opção para quem apresenta problemas de gases e má digestão ao consumir o suplemento isolado ou concentrado. Além disso, pesquisas mostram que a velocidade de absorção, fator que fazia muitos investirem no suplemento hidrolisado, não faz muita diferença nos resultados dos treinos.
Quando tomar cada um?
A creatina deve ser consumida diariamente, mesmo sem treinar, como forma de garantir a saturação muscular.
Já o Whey, por sua vez, pode ser usado após o treino ou em lanches para atingir a meta proteica.
Principais Recomendações
- Melhor Momento: Pós-treino é a “janela” mais conveniente e eficaz para a recuperação muscular;
- Como Tomar: Misture ambos com água ou leite após o treino;
- Frequência: A creatina requer consumo diário, inclusive em dias de descanso;
- Alternativas: Tome a creatina a qualquer momento e o Whey apenas quando treinar.
Arnold Sports Festival South America 2026
Os benefícios da ativida física, musculação e da rotina de treinos serão abordados com maior destaque no Arnold Sports Festival South America 2026, programado para os dias 24 a 26 de abril, no Expo Center Norte, EM São Paulo.
O Gazeta Media Group Brasil (GMG) é o parceiro oficial do evento e realiza a produção diária de conteúdos do evento.
