‘Capital Nacional do Doce’, cidade conquista turistas com receitas centenárias, casarões históricos e praias de água doce que surpreendem visitantes

Município reúne tradição gastronômica reconhecida pelo Brasil, construções do século 19, museus e paisagens às margens de lagoa que é cartão-postal

Pelotas, Capital do Doce

Entre as receitas tradicionais estão bem-casado, quindim, olho de sogra, camafeu, queijadinha e pastel de Santa Clara/Reprodução/YouTube Olhos do Alto/YouTube e Divulgação/PMP

Uma cidade brasileira conquistou um título que desperta a curiosidade de quem gosta de gastronomia: Capital Nacional do Doce. Localizada no sul do Rio Grande do Sul, Pelotas preserva receitas tradicionais, construções históricas e atrações que vão muito além das confeitarias.

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O município fica próximo à Lagoa dos Patos e reúne diferentes opções de passeios. Entre os destaques estão museus, antigas propriedades ligadas à produção de charque, mercados tradicionais e praias de água doce.

Por que Pelotas é conhecida como Capital Nacional do Doce?

O apelido tem origem em uma tradição que atravessa gerações. Durante o século 19, Pelotas prosperou economicamente com a produção de charque, carne bovina salgada e seca ao sol.

As antigas charqueadas movimentavam a economia regional e enviavam mercadorias para diferentes partes do Brasil. Nesse comércio, embarcações que transportavam charque retornavam com açúcar, ingrediente que ajudou a desenvolver a confeitaria local.

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A influência da doçaria portuguesa também contribuiu para a criação de receitas à base de ovos, açúcar e amêndoas.

Com o passar dos anos, mulheres de famílias tradicionais passaram a preparar e comercializar doces, enquanto imigrantes europeus desenvolveram receitas com frutas produzidas na região.

A tradição ganhou reconhecimento nacional. Em 2018, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registrou os saberes e as práticas doceiras de Pelotas como patrimônio cultural imaterial.

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Em 28 de maio de 2024, a Lei Federal 14.867 oficializou o município como Capital Nacional do Doce.

No interior de São Paulo, outra cidade leva o nome de capital de um doce específico: Lagoa Dourada, a “Capital Nacional do Rocambole”.

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O que fazer na Capital Nacional do Doce?

A gastronomia é um dos principais atrativos de Pelotas. Entre as receitas tradicionais estão bem-casado, quindim, olho de sogra, camafeu, queijadinha e pastel de Santa Clara.

Uma boa opção para conhecer essa história é visitar o Museu do Doce, instalado no Casarão 8, na Praça Coronel Pedro Osório. O espaço apresenta a trajetória da produção doceira e sua importância para a identidade local.

A região central também merece atenção. A Praça Coronel Pedro Osório reúne construções históricas e fica próxima ao Mercado Central, onde visitantes encontram produtos regionais e confeitarias.

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Outra atração é a Charqueada São João, propriedade histórica construída em 1810 às margens do Arroio Pelotas. O local permite conhecer parte da história econômica da região e oferece experiências relacionadas ao patrimônio arquitetônico.

Para quem prefere passeios ao ar livre, a Praia do Laranjal é uma das principais opções. Localizada às margens da Lagoa dos Patos, a aproximadamente 12 quilômetros do Centro, reúne áreas para caminhadas, contemplação e descanso.

O visitante também pode conhecer o Museu da Baronesa, instalado em um antigo casarão de 1863, e apreciar a arquitetura preservada de diferentes pontos do município.

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Qual é a melhor época para visitar Pelotas?

Pelotas pode receber turistas durante todo o ano, mas a escolha depende do tipo de experiência desejada.

Quem pretende conhecer a tradição gastronômica deve considerar junho, quando acontece a Fenadoce (Feira Nacional do Doce), evento tradicional que reúne confeitarias, produtores, atrações culturais e milhares de visitantes.

Para aproveitar passeios ao ar livre, a primavera e o outono oferecem temperaturas geralmente mais amenas. Já o verão é interessante para quem deseja aproveitar a Praia do Laranjal e as atividades próximas à lagoa.

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O inverno, por sua vez, apresenta temperaturas mais baixas e clima úmido, características do sul gaúcho.

Como chegar a Pelotas saindo de São Paulo?

A viagem de carro entre a capital paulista e Pelotas percorre aproximadamente 1.380 quilômetros, principalmente pelas rodovias BR-116, BR-376 e BR-101, com duração estimada de 16 a 18 horas, sem considerar paradas.

Também é possível viajar de avião, com conexões dependendo da disponibilidade dos voos.