Uma cidade de aproximadamente 135 mil habitantes, no norte do Paraná, ocupa um lugar de destaque na indústria brasileira de vestuário. Apucarana responde por cerca de 80% dos bonés consumidos no mercado interno do Brasil.
O município recebeu o título de Capital Nacional do Boné e concentra mais de 600 indústrias especializadas no acessório. A atividade movimenta a economia local e gera milhares de empregos.
A ligação com o produto também ultrapassou os limites das fábricas. Apucarana tem até um monumento gigante em formato de boné, transformado em ponto turístico.
Indústria de bonés movimenta a economia de Apucarana
A história da indústria boneleira começou na década de 1970, quando pequenos fabricantes produziam acessórios artesanalmente. Com o aumento da demanda, o setor passou por um processo de profissionalização.
A partir dos anos 1990, investimentos e modernização ampliaram a capacidade produtiva das empresas. Desde então, Apucarana consolidou sua posição como um dos principais polos brasileiros do segmento.
Segundo dados do Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés e Vestuário de Apucarana, o setor gera aproximadamente 7 mil empregos diretos e 9 mil indiretos.
A cadeia produtiva também tem peso significativo na economia municipal. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pelo Sebrae/PR, apontam que ela representa cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Apucarana, com movimentação anual estimada em R$ 300 milhões.
A cidade fabrica acessórios para diferentes marcas conhecidas do mercado nacional. Entre elas estão Coca-Cola, Levi’s, Osklen, Colcci e John John.
Em maio de 2026, a Prefeitura e o Sebrae/PR formalizaram estudos para buscar uma Indicação Geográfica (IG) para os bonés de Apucarana. O reconhecimento pode fortalecer a identidade do produto e ampliar sua competitividade.
O projeto também prevê capacitação profissional e padronização da produção. A iniciativa pretende valorizar a reputação construída pelo setor ao longo de cinco décadas.
Cidade tem monumento gigante em formato de boné
A importância do acessório ganhou uma representação curiosa em Apucarana. Inaugurado em 31 de janeiro de 2008, o Monumento ao Boné homenageia a atividade que marcou a história econômica do município.
Conhecida popularmente como Bonezão, a estrutura fica na Avenida Zilda Seixas Amaral, próximo à BR-369. O monumento tem aproximadamente 14 metros de comprimento, cinco metros de altura e nove metros de largura.
A construção virou um ponto turístico e representa a identidade industrial da cidade. O local também ajuda visitantes a entenderem por que Apucarana recebeu o título de Capital Nacional do Boné.
O município mantém um portal oficial de turismo com informações sobre atrativos, roteiros, gastronomia e hospedagem. O site reúne opções para quem deseja explorar a cidade além de sua vocação industrial.
Parques e jardim japonês completam os passeios
Entre as opções de lazer está o Parque Jaboti, um dos cartões-postais de Apucarana. O espaço tem um lago artificial, áreas verdes e pistas para caminhadas, a cerca de três quilômetros do centro.
Outro destaque é o Jardim Japonês, localizado na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana. O espaço reúne cerejeiras e uma réplica de uma ponte japonesa, em homenagem à influência dos imigrantes na história local.
A cidade também abriga a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, a Praça Rui Barbosa e o Museu do Café. As atrações ajudam a contar diferentes capítulos da formação cultural e econômica do município.
A tradicional Festa da Cerejeira acrescenta gastronomia e manifestações culturais japonesas ao calendário local. O evento ocorre na associação cultural e esportiva da cidade e teve sua primeira edição em 1994.
Para organizar um roteiro, os visitantes podem consultar o portal oficial Visite Apucarana, que reúne informações sobre pontos turísticos, eventos, restaurantes e hospedagem.
Assim, Apucarana combina uma indústria de alcance nacional com atrações que contam a história de sua população. O boné não é apenas um produto fabricado na cidade: tornou-se um símbolo de sua identidade e de sua economia.










