Sem-teto diz que vão resistir à reintegração

Cerca de duas mil famílias ocupam área de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no Parque Laguna em Taboão da Serra Por Matheus Herbert De São Paulo

Os moradores e lideranças que ocupam uma área particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no Parque Laguna em Taboão da Serra prometem resistir a uma reintegração de posse do local marcada para às 6h da manhã desta quinta-feira (22). A área particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no Parque Laguna em Taboão da Serra acompanha a ocupação desde junho deste ano, quando apenas 300 famílias viviam no local em barracos improvisados. Caso a reintegração aconteça, mais de duas mil famílias não terão para onde ir.

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“Estamos tentando negociar com a prefeitura e com a Justiça que a reintegração não aconteça e que tenhamos pelo menos mais 90 dias para sair da terra. Já temos um outro terreno para ir, na divisa entre a cidade de Taboão da Serra e Embu das Artes. Vamos comprar o terreno do proprietário e instalar as moradias para essas famílias”, disse um dos líderes da ocupação, Leandro Cavalca.

Ainda segundo Cavalca as famílias iriam resistir a reintegração. “Não queríamos embate e nem confronto, já que isso pode acabar machucando as famílias, porém de qualquer forma não podemos aceitar essa situação e vamos lutar pelo local”, finalizou um dos líderes.

Protesto

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Na tarde de hoje (21) as famílias realizaram um protesto contra a reintegração na altura do quilômetro 272 da rodovia Régis Bittencourt, na pista sentido sul. A concessionária Autopista Régis, que administra a via, informou que por volta das 16h havia cerca de quatro quilômetros de congestionamento.

Ocupação

A reintegração da área foi determinada pelas Justiça no mês de outubro. Na semana passada os sem-teto realizaram um protesto em frente ao fórum de Taboão da Serra para tentar adiar a reintegração do local que é considerada de preservação ambiental.

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Em junho as famílias se instalaram em barracos improvisados de lona, porém nos últimos meses já era possível ver moradias de madeira e de alvenaria.

Diálogo

No dia 24 de setembro, o prefeito da cidade de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB) se reuniu com representantes da ocupação e prometeu que tentaria negociar com o proprietário da área uma solução ou buscar políticas públicas com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

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A Prefeitura de Taboão da Serra foi procurada ao menos três vezes pela reportagem nas últimas semanas mas não informou quais as medidas estariam sendo tomadas em relação a ocupação.