Parecem as Maldivas, mas cabem melhor no orçamento: 9 destinos para uma viagem paradisíaca

Conheça 9 destinos parecidos com as Maldivas, com mar azul, areia clara e opções que podem pesar menos no orçamento da viagem.

Lagoa de Rangiroa, na Polinésia Francesa, combina águas azul-turquesa e pequenas ilhas cercadas pelo Pacífico (Foto: Derek Keats/Wikimedia Commons)

Lagoa de Rangiroa, na Polinésia Francesa, combina águas azul-turquesa e pequenas ilhas cercadas pelo Pacífico (Foto: Derek Keats/Wikimedia Commons)

Água azul-turquesa, areia clara, bangalôs praticamente dentro do mar e pequenas ilhas cercadas pelo Oceano Índico. As imagens das Maldivas ajudam a explicar por que o arquipélago se tornou sinônimo de viagem paradisíaca. O encanto, porém, costuma mudar de tamanho quando o sonho começa a virar orçamento.

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Além das passagens aéreas, uma temporada nas ilhas pode envolver traslados de hidroavião, hospedagens de alto padrão e refeições concentradas dentro dos próprios resorts. Para quem sai do Brasil, esses custos se somam à distância e podem transformar poucos dias de descanso em uma viagem de valor elevado.

O cenário de mar transparente e praias praticamente intocadas, no entanto, pode ser encontrado em outros lugares do planeta. A revista Travel + Leisure reuniu nove destinos que preservam algumas das características mais desejadas das Maldivas e podem entregar uma experiência semelhante por menos. Entre eles estão ilhas do Caribe, refúgios no Mediterrâneo e até outra opção no próprio Oceano Índico.

Egito além do deserto

Sharm El Sheikh ocupa o primeiro lugar e mostra um lado do Egito bastante distante das pirâmides, templos e paisagens desérticas que normalmente aparecem nos cartões-postais do país.

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Localizada às margens do Mar Vermelho, a cidade construiu sua fama em torno das praias e, principalmente, do que existe debaixo d’água. A combinação de mar calmo, boa visibilidade, corais e vida marinha colocou a região entre os destinos procurados para mergulho e snorkeling.

O contraste com as Maldivas aparece também na hospedagem. Mesmo hotéis de luxo podem apresentar valores inferiores aos cobrados em propriedades equivalentes no arquipélago asiático, segundo consultores ouvidos pela Travel + Leisure. Assim, o viajante continua diante de mar transparente e estrutura de resort, mas encontra outra relação entre experiência e preço.

Polinésia sem Bora Bora

Na Polinésia Francesa, a alternativa escolhida não foi a famosa Bora Bora. O destaque ficou com Rangiroa, um enorme atol cercado por lagoas intensamente azuis e com a sensação de isolamento que muitos viajantes procuram nas Maldivas.

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A semelhança vai além da paisagem. Rangiroa também possui bangalôs sobre a água, praias claras e hospedagens voltadas a quem quer acordar praticamente diante do oceano.

Bora Bora pode atingir preços comparáveis aos das Maldivas, enquanto Rangiroa costuma aparecer em uma faixa mais baixa. Para quem não quer abandonar a experiência de uma ilha remota no Pacífico Sul, a diferença coloca o atol como uma alternativa menos óbvia.

Um Caribe mais escondido

Bocas del Toro leva a busca para o Panamá. O arquipélago caribenho combina águas azul-turquesa, ilhas cobertas por vegetação e propriedades construídas sobre o mar, características que aproximam o destino da imagem normalmente associada às Maldivas.

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A região, porém, acrescenta outros elementos à viagem. Baías bioluminescentes e plantações de cacau estão entre as experiências disponíveis, permitindo que o visitante saia do circuito de praia e hospedagem durante a estadia.

Alguns hotéis ocupam ilhas privadas e oferecem villas sobre a água, preservando justamente a sensação de isolamento que tornou os resorts maldivos famosos. A vantagem está em encontrar esse cenário no Caribe, sem precisar chegar ao Oceano Índico.

Seicheles divide o Índico

A quarta alternativa continua no mesmo oceano das Maldivas. Seicheles reúne 115 ilhas no Oceano Índico, ao norte de Madagascar, e tem praias de areia clara, água turquesa e resorts cercados por natureza.

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O arquipélago permanece dentro do segmento de luxo, portanto não se trata necessariamente de uma viagem barata. A diferença está no valor encontrado em determinadas hospedagens quando comparadas com hotéis equivalentes nas Maldivas.

A paisagem também cria uma identidade própria. Grandes blocos de granito aparecem em algumas das praias mais conhecidas, enquanto vegetação tropical, ilhas montanhosas e parques marinhos afastam o destino da aparência praticamente plana dos atóis maldivos.

Croácia troca bangalôs

Na Europa, Mali Lošinj entra na lista sem precisar imitar todos os elementos das Maldivas. A cidade insular croata aposta principalmente na qualidade e na transparência da água.

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Por ali, a experiência muda de perfil. Em vez de grandes complexos de bangalôs sobre o oceano, aparecem cafés, pequenas lojas, hotéis históricos e uma paisagem preservada à beira do Adriático.

Mali Lošinj também ficou conhecida pela relação com bem-estar e natureza. A região permite combinar dias de mar com atividades em terra firme, tornando-se uma opção para quem deseja águas cristalinas e tranquilidade, mas não faz questão da estética tradicional dos resorts tropicais.

Grécia longe das multidões

A Grécia também aparece, mas sem recorrer a Santorini ou Mykonos. Paxos ocupa a sexta posição justamente por seguir um caminho diferente das ilhas mais famosas do país.

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O desenvolvimento turístico de grande escala permanece limitado. A hospedagem costuma acontecer em casas privadas e pequenos estabelecimentos, enquanto o porto recebe principalmente embarcações menores.

O acesso mais restrito a partir de Corfu ajuda a preservar a sensação de tranquilidade. Para quem procura água transparente e uma ilha menos congestionada durante as férias, Paxos entrega uma experiência mais reservada dentro do Mediterrâneo.

Fiji mantém os bangalôs

Fiji talvez seja uma das alternativas que mais se aproximam da fantasia clássica das Maldivas. O país da Oceania reúne ilhas cercadas por água azul, resorts voltados para casais e, principalmente, os desejados bangalôs construídos sobre o mar.

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Nesse caso, a diferença pode aparecer diretamente na conta. Consultores de viagens citados pela Travel + Leisure afirmam que determinadas viagens a Fiji podem sair por cerca de metade do valor de uma experiência semelhante nas Maldivas, dependendo da hospedagem e do roteiro.

Além dos hotéis, gastos com alimentação e passeios também podem ficar abaixo dos encontrados nos resorts maldivos. Para quem não abre mão da imagem de uma acomodação isolada cercada pelo oceano, Fiji surge como uma das comparações mais diretas.

Maurício amplia o roteiro

Maurício também ocupa o Oceano Índico, mas oferece uma viagem menos concentrada no interior dos resorts. Praias de areia clara e lagoas azul-turquesa convivem com trilhas, campos de golfe e uma cena gastronômica que amplia as possibilidades durante a estadia.

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Essa variedade faz diferença para quem deseja o visual das Maldivas sem passar praticamente todos os dias entre quarto, praia e restaurante do hotel.

A oferta de hospedagem também percorre faixas distintas. Há propriedades mais discretas, resorts tradicionais e villas com piscina privativa. Algumas diárias citadas pela Travel + Leisure começam na faixa de US$ 150 a US$ 250, enquanto opções de maior padrão ainda podem permanecer abaixo de hotéis comparáveis nas Maldivas.

Zanzibar mistura praia e história

Zanzibar fecha a lista com uma combinação que vai além das praias. O arquipélago da Tanzânia entrega mar intensamente azul, areia clara e hotéis voltados para viagens românticas, mas acrescenta uma dimensão histórica e cultural difícil de encontrar dentro de um atol dedicado quase inteiramente ao turismo.

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Stone Town, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, preserva parte da história suaíli da região. Fazendas de especiarias também entram no roteiro, enquanto praias e ilhas próximas permitem mergulho e contato com a vida marinha.

Assim, os dias podem alternar entre resort, praia, ruas históricas e passeios culturais. Essa diversidade transforma Zanzibar em uma opção para quem quer o cenário paradisíaco sem limitar toda a experiência ao mar.

Os nove destinos

A relação fica formada por Sharm El Sheikh, no Egito; Rangiroa, na Polinésia Francesa; Bocas del Toro, no Panamá; Seicheles; Mali Lošinj, na Croácia; Paxos, na Grécia; Fiji; Maurício; e Zanzibar, na Tanzânia.

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Apesar da comparação, “mais barato” não significa necessariamente barato. O preço final depende da época do ano, cidade de partida, passagens, número de conexões, categoria da hospedagem e quantidade de deslocamentos internos.

Uma diária inferior nas ilhas pode perder parte da vantagem diante de uma passagem aérea mais cara. Da mesma forma, escolher outro destino do Oceano Índico pode reduzir o preço do hotel, mas continuar exigindo uma longa viagem a partir do Brasil.

Ainda assim, os nove lugares mostram que água turquesa, areia clara, isolamento e até bangalôs sobre o mar não pertencem exclusivamente às Maldivas. Há alternativas espalhadas do Caribe ao Pacífico, e algumas conseguem preservar justamente a parte mais desejada dessa viagem sem repetir o mesmo peso no orçamento.