Ômicron causou metade dos casos de Covid em 1 semana em SP, diz estudo

O percentual de prevalência pode ser ainda maior, já que os números são referentes à semana dos dias 12 a 18 de dezembro

Ilustração do coronavírus

Ilustração do coronavírus | Reprodução/Visual Science

Após uma rede de hospitais particulares de São Paulo ter afirmado que 60% das infecções por Covid registradas nas suas dependências estavam associadas à variante ômicron, a prefeitura da Cidade decidiu realizar um novo estudo. Os resultados apontam 50% de prevalência para a variante ômicron do novo coronavírus, considerada mais transmissível, na capital paulista. 

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O percentual de prevalência pode ser ainda maior, já que os números, divulgados nesta terça-feira (4), são referentes à semana dos dias 12 a 18 de dezembro, de acordo com a Prefeitura de São Paulo. 

Segundo a secretaria, o sequenciamento genético indicou que 52 amostras relacionadas ao período foram positivas para a ômicron na cidade. 

Atualmente o município contabiliza 69 pessoas que tiveram a nova variante do coronavírus confirmada, segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB). 

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O primeiro caso da nova variante foi identificado no Brasil em novembro, de um morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, que passou pela África do Sul. 

A prefeitura admitiu a transmissão comunitária da ômicron em 15 de dezembro, quanto confirmou a infecção de sete pessoas que não viajaram para o exterior e foram contaminadas ao terem contato em uma festa com um idoso de 67 anos, que estava com a doença. 

Por causa da ômicron, a prefeitura cancelou o Réveillon na avenida Paulista, e o governo do estado manteve a obrigatoriedade do uso de máscara em locais públicos. 

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No último dia 31 de dezembro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a pasta prepara um plano de contingência caso uma nova onda de Covid ocorra no país e pressione o sistema de saúde em razão da variante ômicron. 

Queiroga afirmou que a pasta acompanha a situação epidemiológica de estados e municípios. Para ele, a vacinação continua sendo a principal forma de combater as variantes da Covid-19 que circulam no país. 

Atualmente, a cidade de São Paulo completou o ciclo de vacinação com duas doses dos adultos. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 87% deles estão totalmente imunizados. 

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Os dados de atendimentos na rede municipal de saúde mostram que dispararam os casos suspeitos de Covid-19. Em novembro foram 56.220, pacientes com sintomas. Já no mês passado o número subiu para 133.501 suspeitas do coronavírus, uma alta de 137%. 

As internações por Covid-19 no estado de São Paulo voltaram a subir, segundo especialistas, passando das mil hospitalizações na semana passada. 

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, afirmou que o “tsunami” criado pela circulação simultânea das variantes delta e ômicron da Covid está levando “os sistemas de saúde à beira do colapso” no mundo. 

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Infecções causadas pela ômicron, entretanto, representam casos menos graves quando comparadas com as provocadas pela delta, segundo um estudo americano. As análises feitas mostram que, mesmo em idosos, a nova cepa representou menor risco de complicações pela doença.