A Praia Martim de Sá, um dos principais cartões-postais de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, poderá passar por uma ampla transformação nos próximos anos.
A Prefeitura apresentou um projeto que prevê mudanças na ocupação da faixa de areia, com reorganização dos ambulantes, instalação de miniquiosques padronizados e ampliação do espaço destinado aos banhistas. A implantação está prevista entre 2027 e 2028.
A proposta faz parte dos estudos elaborados no âmbito do Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), apresentados à Superintendência do Patrimônio da União (SPU).
Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, o projeto servirá como modelo para futuras ações de ordenamento em outras praias do município.
Praia terá miniquiosques padronizados
O estudo prevê a instalação de 14 miniquiosques destinados aos ambulantes que comercializam artigos de praia.
As estruturas terão dimensões de 2,5 metros por 2,5 metros e serão distribuídas ao longo da orla, respeitando, na maior parte dos trechos, uma distância mínima de 40 metros entre cada unidade.
O modelo adotado utiliza como referência o miniquiosque Coco Loko, considerado pela prefeitura um padrão adequado para futuras instalações.
De acordo com o projeto, a medida busca reduzir a poluição visual, organizar a ocupação da praia e facilitar o acesso dos frequentadores à faixa de areia.

Novos critérios para ambulantes
A proposta também estabelece critérios para definir quem poderá ocupar os novos espaços.
Terão prioridade ambulantes com mais de 20 anos de atividade comprovada e documentação regular, além de pessoas com deficiência física, idosos que já não conseguem exercer a atividade de forma itinerante e responsáveis por filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que necessitem de níveis elevados de suporte.
Segundo o secretário de Urbanismo, César Abboud, o projeto leva em consideração a realidade dos trabalhadores que dependem da atividade para garantir a renda.
“Existe uma preocupação do poder público com quem depende dessa atividade para trabalhar e isso está contemplado em nosso projeto”, afirmou.
Os novos miniquiosques serão concedidos por meio de Termo de Permissão de Uso de área pública. A construção e a manutenção ficarão sob responsabilidade dos permissionários, sem custos para o município.
Mais espaço para banhistas
Além da reorganização dos ambulantes, o projeto prevê mudanças na disposição das mesas dos quiosques já existentes. A intenção é reposicionar parte das estruturas para liberar mais espaço na faixa de areia, ampliando a área destinada à circulação e permanência de moradores e turistas.
Segundo a prefeitura, a proposta busca equilibrar a atividade comercial desenvolvida na praia com o uso do espaço público pelos frequentadores.
“Depois da Cocanha, que foi um sucesso, vamos melhorar a Martim de Sá. O primeiro passo é ganhar território para o banhista. As mesas dos quiosques que hoje ficam à frente deverão ser reposicionadas para trás, respeitando a área permitida, e também vamos organizar a atividade dos ambulantes de forma a respeitar o trabalho de todos”, disse César Abboud.
Projeto ainda depende das próximas etapas
Apesar da apresentação do estudo, as mudanças ainda não começarão imediatamente. Segundo a Secretaria de Urbanismo, a implantação está prevista para ocorrer entre 2027 e 2028, após a conclusão das etapas relacionadas ao processo de gestão da orla junto à União.
A expectativa da administração municipal é utilizar a Martim de Sá como projeto-piloto para futuras intervenções em outras praias de Caraguatatuba.
