Uma das praias mais famosa de Caraguatatuba pode ganhar novo visual e mudar a rotina dos turistas em 2028

Projeto prevê 14 miniquiosques padronizados, reorganização dos ambulantes e mais espaço para banhistas na faixa de areia

Vista panorâmica da Praia de Martim de Sá a partir da faixa de areia dourada, emoldurada por folhas de coqueiros nos cantos superiores esquerdo e direito. O mar esverdeado apresenta pequenas ondas com espuma branca quebrando na orla. Ao fundo, sob um céu azul límpido e sem nuvens, destaca-se a silhueta das montanhas da Ilhabela e pequenos navios distantes no horizonte

Implantação está prevista para ocorrer entre 2027 e 2028 - Divulgação - Fernando Matos/PMC

A Praia Martim de Sá, um dos principais cartões-postais de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, poderá passar por uma ampla transformação nos próximos anos.

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A Prefeitura apresentou um projeto que prevê mudanças na ocupação da faixa de areia, com reorganização dos ambulantes, instalação de miniquiosques padronizados e ampliação do espaço destinado aos banhistas. A implantação está prevista entre 2027 e 2028.

A proposta faz parte dos estudos elaborados no âmbito do Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), apresentados à Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, o projeto servirá como modelo para futuras ações de ordenamento em outras praias do município.

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Praia terá miniquiosques padronizados

O estudo prevê a instalação de 14 miniquiosques destinados aos ambulantes que comercializam artigos de praia.

As estruturas terão dimensões de 2,5 metros por 2,5 metros e serão distribuídas ao longo da orla, respeitando, na maior parte dos trechos, uma distância mínima de 40 metros entre cada unidade.

O modelo adotado utiliza como referência o miniquiosque Coco Loko, considerado pela prefeitura um padrão adequado para futuras instalações.

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De acordo com o projeto, a medida busca reduzir a poluição visual, organizar a ocupação da praia e facilitar o acesso dos frequentadores à faixa de areia.

Novos critérios para ambulantes

A proposta também estabelece critérios para definir quem poderá ocupar os novos espaços.

Terão prioridade ambulantes com mais de 20 anos de atividade comprovada e documentação regular, além de pessoas com deficiência física, idosos que já não conseguem exercer a atividade de forma itinerante e responsáveis por filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que necessitem de níveis elevados de suporte.

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Segundo o secretário de Urbanismo, César Abboud, o projeto leva em consideração a realidade dos trabalhadores que dependem da atividade para garantir a renda.

“Existe uma preocupação do poder público com quem depende dessa atividade para trabalhar e isso está contemplado em nosso projeto”, afirmou.

Os novos miniquiosques serão concedidos por meio de Termo de Permissão de Uso de área pública. A construção e a manutenção ficarão sob responsabilidade dos permissionários, sem custos para o município.

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Mais espaço para banhistas

Além da reorganização dos ambulantes, o projeto prevê mudanças na disposição das mesas dos quiosques já existentes. A intenção é reposicionar parte das estruturas para liberar mais espaço na faixa de areia, ampliando a área destinada à circulação e permanência de moradores e turistas.

Segundo a prefeitura, a proposta busca equilibrar a atividade comercial desenvolvida na praia com o uso do espaço público pelos frequentadores.

“Depois da Cocanha, que foi um sucesso, vamos melhorar a Martim de Sá. O primeiro passo é ganhar território para o banhista. As mesas dos quiosques que hoje ficam à frente deverão ser reposicionadas para trás, respeitando a área permitida, e também vamos organizar a atividade dos ambulantes de forma a respeitar o trabalho de todos”, disse César Abboud.

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Projeto ainda depende das próximas etapas

Apesar da apresentação do estudo, as mudanças ainda não começarão imediatamente. Segundo a Secretaria de Urbanismo, a implantação está prevista para ocorrer entre 2027 e 2028, após a conclusão das etapas relacionadas ao processo de gestão da orla junto à União.

A expectativa da administração municipal é utilizar a Martim de Sá como projeto-piloto para futuras intervenções em outras praias de Caraguatatuba.