São Paulo confirma quatro novos casos de sarampo e chega a 36 registros em 2026, enquanto vacinação segue disponível gratuitamente pelo SUS em todo o estado

Entenda como as autoridades acompanham os pacientes, investigam contatos e orientam a imunização para conter a circulação da doença

Vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas unidades de saúde

Duas crianças menores de dois anos estão entre os pacientes diagnosticados com a doença e tinham o esquema de imunização incompleto. Foto: Reprodução/Magnific

São Paulo confirmou quatro novos casos de sarampo em 15 de setembro de 2026. O registro elevou para 36 o número de casos no estado neste ano e levou as autoridades de saúde a manter o acompanhamento das ocorrências e das pessoas que tiveram contato com os pacientes.

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São Paulo concentra maioria dos casos registrados

Dos quatro novos casos, três foram identificados na capital paulista. Entre eles estão duas crianças menores de dois anos com vacinação incompleta e uma mulher de 24 anos com registro de imunização.

O quarto paciente é um homem de 36 anos que mora em Santo André, no ABC Paulista. Ele também tinha registro de vacinação contra a doença.

São Paulo concentra 32 dos 36 casos registrados no estado. São Bernardo do Campo tem dois casos, enquanto Guarulhos e Santo André têm um caso cada.

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Entre todos os pacientes, 26 não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. O dado reforça a importância de verificar a situação da caderneta.

Casos de sarampo seguem em monitoramento

A Secretaria de Saúde acompanha os locais onde ocorreram as transmissões. O trabalho envolve o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo e as equipes municipais.

As autoridades realizam investigações epidemiológicas e identificam pessoas que tiveram contato com os pacientes. Quando necessário, as equipes também aplicam a vacinação de bloqueio.

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O Ministério da Saúde mantém orientações específicas para a identificação e investigação de casos suspeitos. A definição considera sinais como febre e manchas na pele, acompanhados de tosse, coriza ou conjuntivite.

Transmissão exige atenção das equipes

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. Por isso, a identificação rápida de casos permite iniciar medidas de controle e acompanhar possíveis contatos.

O Ministério da Saúde também publicou, em setembro, uma nota técnica para reforçar a identificação de casos suspeitos diante do cenário epidemiológico nacional e internacional.

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Vacina contra sarampo é oferecida pelo SUS

A vacinação contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades públicas de saúde. A principal vacina usada é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

Pelo calendário nacional, crianças recebem a primeira dose aos 12 meses. A segunda dose é aplicada aos 15 meses. Pessoas de outras idades podem precisar completar o esquema conforme o histórico registrado.

Para quem tem entre 12 e 29 anos e não comprova duas doses, o Ministério da Saúde orienta iniciar ou completar o esquema. Entre 30 e 59 anos, a indicação é de uma dose para quem não possui comprovação anterior.

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Em situações de circulação do vírus, crianças de 6 meses a menores de 1 ano podem receber a chamada dose zero. Essa aplicação não substitui as doses previstas para 12 e 15 meses.

A atualização da caderneta continua sendo uma das principais medidas para reduzir a circulação do sarampo. Em São Paulo, as autoridades mantêm a vigilância dos casos e as ações de vacinação conforme a situação epidemiológica.